Antonio Brunetti (1887-5 de abril de 1944), crente pentecostal italiano e mártir.
Nascido em Spinazzola, província de Bari, Brunetti converteu-se nos anos 1920 em Spinazzola, quando escutou a mensagem do evangelho por um emigrante retornado dos Estados Unidos. Casou-se com Costanza Mandalà em 1927 e nos anos 1930 o casal mudou-se para Turim. Brunetti trabalhava como operário na Fiat, onde evangeliza, formando um grupo de crentes.
Com a perseguição fascista contra os crentes pentecostais é preso em 1935, depois posto sob vigilância.
Uma noite em 1944, uma esquadra veio à casa e levou-o a Ebensee, um campo de concentração satélite Mauthausen. Foi morto no dia 5 de abril de 1944 na câmara de gás.
BIBLIOGRAFIA
Elenco dei deportati italiani morti a Mauthausen e nei Kommandos dipendenti, p. 11, http://www.adamoli.org/progetto – ocr/deportati -mauthausen/PAGE0001.HTM
Susanna Maria Antonietta Colantonio Lewen (1891-1980), também chamada Susie Colantonio, foi evangelista e pregadora ítalo-americana. Foi uma das primeiras pessoas após o avivamento de Chicago partir para a Itália e formar um núcleo de crentes batizados pelo Espírito Santo.
Nascida em Chicago do casal de abruzzenses Michele Colantonio (1857 – 1949) e Fiorangela “Florence” Balzano (1872-1917). Sua família converteu-se a Cristo e participava da Primeira Igreja Presbiteriana Italiana de Chicago, da qual sua tia Rosina Balzano Francescon, irmã de Fiorangela, ocupava funções de liderança.
A família retornou para a Itália, quando Susanna tinha 15 ano. Duas vilas, Castel San Vincezo e Castellone al Volturno, província de Isérnia, Molise, no sul da Itália, foram evangelizadas pela família. Na região foi formada uma igreja ligada aos valdenses.
Após seu retorno a Chicago, Susanna estranhou as mudanças em sua igreja e começou a frequentar a escola dominical na missão North Avenue de William Durham e a Congregação Italiana então sem nome reunida na West Grand Avenue. Depois de experimentar a efusão no Espírito Santo com diversos sinais, seus pais presbiterianos proibiram-na de congregar.
Em casa, continuou a buscar os dons do Espírito Santo, quando teve seu batismo com sinal de falar em novas línguas. A partir disso, seus pais decidiram voltar para a Itália, o que aconteceu por volta do início de 1908.
No sítio da família em Castellone al Volturno ela começou a pregar Atos 2 sobre o derramamento do Espírito Santo nos últimos dias. Depois de alguma resistência paterna, toda a família aceitou seu testemunho e começaram a realizar cultos. Alguns dias depois Susanna batizou várias pessoas em um riacho do sítio.
Susie permaneceu por quatro anos pastoreando ovelhas na fazenda da família. Mantinha sua fé pela leitura da Bíblia e cânticos. Testemunhou vários milagres de atendimento de necessidade de alimentos e curas.
Tendo já esquecido a língua inglesa e rejeitado seu repatriamento aos EUA por razões médicas, compareceu ao consulado americano. Nessa ocasião, teve sua habilidade de falar inglês fluentemente renovada.
Retornou sozinha aos Estados Unidos e conheceu um ex-monge franciscano. Após conduzi-lo a Cristo, casaram-se em 1914 no Michigan. Seu marido John Dean Lewen (Lewan ou Lewandowski) (1895-1951) trabalhava como gráfico e depois tornou-se ministro do evangelho. O casal viajou muito pelo Estados Unidos dando testemunho e exortando as congregações pentecostais.
BIBLIOGRAFIA
FamilySearch Colantonio Lewen, Susanna M., The Story of My Life, Chicago: s.d.
Lucia De Francesco Menna (1875-1961) diaconisa, missionária e pioneira pentecostal ítalo-americana.
Nasceu em uma família de agricultores em Casalanguida na província de Chieti, na região de Abruzzo, na Itália. Casou-se com Giovanni Menna em 1890, cuja família também originária de Chieti emigrara à Argentina.
Em 1892 emigrou aos Estados Unidos e em 1896 Lucia juntou-se a ele. O casal veio a viver em Chicago. Não tiveram filhos.
Em 1907 recebeu a mensagem da obra do Espírito Santo e foi curada milagrosamente.
No final de 1909 partiu com Louis Francescon e Giacomo Lombardi para a Argentina. Evangelizaram seus parentes em Tres Arroyos e San Cayetano, no sul da província de Buenos Aires.
No ano seguinte, em setembro, Lucia Menna partiu para Itália, onde evangelizou em Gissi, uma cidadezinha próxima a sua área nativa. Depois de um ano, Menna retornou à Chicago.
No final dos anos 1920 esteve em missão na Argentina e no Brasil. Retornaria à Argentina em 1933 e à Itália em 1937. Foi uma das únicas pessoas do ministério da Igreja Cristã Italiana da América do Norte a visitar a obra durante o período de perseguição contra os crentes na Itália. Voltaria à Itália em 1946, logo após a guerra.
Morreu em Chicago, onde exerceu seu ministério tanto na Assemblea Cristiana quanto na Congregazione Cristiana.
BIBLIOGRAFIA
Menna Targosz, Anna. “Letter from Anna Menna Targosz to Alfred Perna,” 1972.
Toppi, Francesco. Madri in Israele. Roma: ADI-Media, 2003.
Miriam Castiglione (1946-1982) historiadora e antropóloga italiana, investigou o pentecostalismo como religião popular no sul da Itália.
Filha de um pastor valdense, estudou história contemporânea na Universidade de Bari. Influenciada pela meridionalística do antropólogo Ernesto di Martino e do historiador Vittorio Lanternari, investigou com métodos etnológicos e de história oral a difusão pentecostal na província da Apúlia.
Empregou suas análises críticas para fortalecer movimentos populares evangélicos, colaborando com partidos políticos, teatros populares, comunidades de base e grupos juvenis.
Como professora contratada do Instituto de História Moderna da Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bari coordenou um grupo de estudos sobre o movimento pentecostal italiano na região meridional da Itália.
BIBLIOGRAFIA SELETA
Castiglione, Miriam. “Aspetti e Problemi Del Pentecostalismo Contemporeano.” Tese dottorale di etnologia, Università di Bari, 1970.
Castiglione, Miriam. “Aspetti Della Diffusione Del Movimento Pentecostale in Puglia.” Uomo e Cultura 9 (1972): 102–118.
Castiglione, Miriam; Henry Mottu. Religione Popolare in Un’ottica Protestante: Gramsci, Cultura Subalterna e Lotte Contadine. Torino: Claudiana, 1970.
SOBRE
Peyrot, Bruna. Una Donna Nomade. Miriam Castiglione Una Protestante in Puglia. Collana: I Grandi Piccoli. Profili. Roma: Lavoro, 2000.
Domenico Zaccardi (1900-1978). Ancião na Itália e um dos principais dirigentes das igrejas pentecostais ditas dos “santissimi” ou “zaccardiani”.
Domenico Zaccardi era um construtor originário de Castel del Giudice (Isernia). No final dos anos 1920 ou início dos anos 1930 mudou-se para Roma onde se converteu em 1930 após ser evangelizado por Antonio Serlenga (1894-1969).
Com uma crise na igreja de Roma, Serlenga e Zaccardi assumiram a presidência como anciãos. Por um tempo, Zaccardi ficou responsável pelas reuniões de jovens. Em 1935 coincide um cisma com o início da perseguição fascista. Sob a presidência de ambos a igreja foi reorganizada como uma rede clandestina, mas sob um controle comportamental rígido. Como consequência, havia três grupos de crentes operando de forma independente em Roma e nos arredores na província do Lácio.
Em 1943, já com um pouco de liberdade política houve uma tentativa de reconciliação dos diversos grupos de Roma. No entanto, em 1945 houve uma cisão definitiva e o grupo guiado por Serlenga e Zaccardi, então o maior em Roma, se retirou da comunhão com outras igrejas na Itália e exterior.
Sob a liderança de Zaccardi as igrejas orientadas por ele cresceu nos anos 1950-1970 para outras regiões da Itália, mas sempre mantendo o caráter isolado e reservado.
FONTES E BIBLIOGRAFIA
A.A. filho de um ancião da época de Zaccardi e criado nessa igreja.
Alla, Stefano. “I Zaccardiani: Un Componente Del Movimento Pentecostale Italiano.” Facolta Pentecostale di Scienza Religiosa Pentecostale. Caserta, 2014.
Crocetti, Sergio. …È Stato Necessario Scrivervi. Roma, 2002.
Merafina, Antonio. “Alcuni Aspetti Della Diffusione Del Movimento Pentecostale Nel Territorio Pugliese.” Tesi di Laurea in storia, Università di Bari, 1967.
Olivieri, Alessandra. Il Mondo Non È Più per Me. 1. ed. Società Mediterranea 2. Castrovillari, CS: Teda, 1989.