Síria

Síria é um país no Oriente Médio mencionado várias vezes na Bíblia. Situado no Levante, era um centro de comércio e intermediava as passagens para a Anatólia (e de lá, para Europa), a Mesopotâmia, a Arábia e o Egito.

Sendo uma área de ocupação sendentária mais antiga do mundo, teve vários reinos e impérios. Na Bíblia, a Síria é conhecida como Aram. O Novo Testamento menciona a Síria como o lugar adesão ao cristianismo por Saulo, em Damasco.

Egito

O Egito é um país do nordeste da África com uma das mais antigas e poderosas civilizações.

Na Bíblia, o Egito é frequentemente referenciado como um lugar de opressão e escravidão para os israelitas, bem como um local de refúgio, como foi para os sobreviventes do exílio babilônico na época de Jeremias ou mais tarde na época de Jesus. Também é retratado como um lugar de provisão e proteção de Deus, conforme demonstrado na história de José. O Egito serve de pano de fundo para eventos importantes na vida dos Patriarcas e da nação de Israel. O Novo Testamento menciona o Egito várias vezes, incluindo a fuga da família de Jesus para o Egito para escapar do massacre das crianças pelo rei Herodes.

Assíria

A Assíria ocupa a região da alta Mesopotâmia, no norte dos atuais Iraque e Síria, bem como sudeste da Turquia.

Nessa região na idade do Bronze (entre os século XXI e XIV) surgiram várias cidades-estados semíticas. No século X começou a reerger-se formando o Império Neoassírio.

A capital do Império Neoassírio era Nínive. Os assírios conduziram campanhas militares com sucesso por todo o Crescente Fértil. Nessa política expansionista adotaram a violência militar em massa e deportações sistemática como estratégias de dominação. Como meio de sustentar esse império, utilizaram a burocratização e os monumentos político-militares para fins de propaganda, os quais constituem importantes fontes históricas para o período.

No ano 722 a.C. destruíram o reino de Israel, arrasando sua capital Samaria.

Seria conquistado pelos babilônios por volta da virada do século VI a.C.

Os assírios figuram em vários livros bíblicos, sobretudo nos Livros dos Reis, Naum e Jonas.

Hamurabi

Rei babilônico que compilou um conjunto de leis chamadas como Código de Hamurabi do período amorita ou Antigo Império Babilônico na Idade do Bronze.

No passado, alguns eruditos bíblicos pensavam que Hamurabi fosse o rei Anrafel, rei de Sinar de Gn 14:1-17, mas tal associação foi rejeitada. Embora não seja citado na Bíblia, teria sido aproximadamente contemporâneo da era patriarcal retratada em Gênesis. Seu código legal é uma importante fonte para a pesquisa bíblica, retrando as normas e costumes do Antigo Oriente Médio sob influência mesopotâmica.

A data de seu reinado varia conforme a cronologia adotada (alta cronologia 1848–1806 a.C.; cronologia média 1792–1750 d.C.; baixa cronologia 1728–1686 a.C.; baixa cronologia de James 1627–1584 a.C.).

Baal

A palavra semítica baal, da raiz  b’l (hebraico בעל; acadiano bēlu [m]), significa como substantivo comum “dono”, “marido”, “senhor” e “mestre”. Também é um substantivo próprio para referir-se a diversas divindades semíticas, como Marduque recebe o apelativo Bel em acadiano.

Como substantivo próprio refere-se ao deus Baal com domínio sobre as forças naturais, o clima e relações sexuais quando associado com sua consorte Astarte. Outros deuses além desse Baal específico, também eram chamados de “baals” (baalim), além manifestações locais: Baal-Berith em Siquém (Jz 9:4); Baal de Peor em Sitim (Nm 25:3); Baal Zebube de Ecrom na Filístia (2Rs 1:2-3), de onde vem Belzebu; Baal de Hamom (Ct 8:11). Jezabel introduziu em Samaria a adoração de Baal, deus de Tiro, o qual seria Baal Meqart ou Baal Shamen (1Rs 18:19).

Há dezoito menções a baal sem especificar quem seria. Para complicar, até mesmo o Deus de Israel é, em raras ocasiões, chamado de baal. É nesse sentido que o termo parece em nomes de judeus, como o célebre Baal Shem-Tov (c. 1698 – 1760), o fundador do movimento hassídico. Dentre os versos mais notórios dessa referência de Deus como baal são os seguintes (traduções literais):

Ou o teu Criador [é] o teu Baal, YAHWEH Sabaoth é o seu nome, e o teu Redentor é o Santo de Israel, Deus de toda a terra, é chamado.

Isaías 54: 5

Não como o concerto que fiz com seus pais, no dia [que] tomei pela mão para trazê-los fora da terra do Egito que eles romperam meu concerto, e eu era Baal para eles, diz YAHWEH.

Jeremias 31:32

EL zeloso e [que] vinga,
YAHWEH vinga,
YAHWEH e Baal furioso vingará,
YAHWEH aos seus inimigos
e reservará
Ele [a vingança e a fúria] aos adversários.

Naum 1: 2


E aconteceu, naquele dia, uma afirmação de YAHWEH: Tu me chamarás – meu marido, e não me chamas mais – meu Baal.

Oseias 2:16

A denúncia ao culto a Baal aparece consistemente no período pré-exílico. Aparece no incidente de Peor (Nm 25), no ciclo de Elias e Jezabel (1Rs 16-22), na destruição do templo de Baal em Jerusalém na revolta contra Atalia (2Rs 11:18) e no conflito entre os adoradores de Yahweh e os seguidores de Baal (Jz 6:25-32; 1Rs 18:16- 40).