Pesher

Pesher é uma técnica exegética que aplica os significados de textos da Bíblia Hebraica para uma situação ou evento conteporâneo.

O termo, cuja raíz significa interpretar, aparece uma vez na Bíblia Hebraica “Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação (pesher) das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e a dureza do seu rosto se muda”. Eclesiastes 8:1.

Seu termo cognato em aramaico peshar aparece 31 vezes na porção aramaica de Daniel, onde se refere principalmente à interpretação dos sonhos.

A técnica consiste de fazer um comentário interpretativo após uma citação bíblica. Entre os manuscritos de Qumran o pesher ganha autonomia como uma literatura separada do texto bíblico, com os pesharim “contínuos”. Essas obras citam um livro profético verso a verso com objetivo de ler eventos históricos e escatológicos nas profecias bíblicas.

Associada a essa técnica está o conceito de raz, que aparece nove vezes na porção aramaica de Daniel. O raz é a revelação divina sem sua interpretação. O raz é o primeiro estágio da revelação, mas permanece um mistério até sua explicação pelo peshar.

Em uma hermenêutica historicista, o pesher permite modificações do texto original citado para atender as necessidades teológicas ou interpretações da história por parte da comunidade.

Assim, o intérprete mudava a aplicação do texto conforme o desevolvimento do pensamento e interesse do argumento.

Alguns exemplos de exegese intra-bíblica são ao estilo do pesher. A interpretação das 70 semanas que Daniel faz de Jeremias, as muitas citações de Mateus, são exemplos disso.

Papiro

O papiro deriva-se da parte fibrosa de uma planta aquática da família dos juncos que crescia abundantemente nas águas rasas do Nilo, nas proximidades do Delta (Jó 8:11) e no oásis de En-Gedi, próximo do Mar Morto.

Assemelhando-se a um caule de milho, a planta era usada de várias maneiras. Além da escrita também servia como combustível, comida, remédios, roupas, tapetes, velas, cordas e até para mascar.

Na manufatura de “papel” de papiro, o caule da planta madura era cortado em seções de cerca de trinta a quarenta centímetros de comprimento. Depois, abria-se cada um deles longitudinalmente e o núcleo da medula era removido e fatiado em tiras muito finas. Essas tiras colocadas longitudinalmente em uma superfície plana sobrepostas umas às outras e todas voltadas para a mesma direção. Em seguida, uma segunda camada era colocada em ângulos retos. As duas camadas eram então pressionadas ou amassadas até formarem um tecido. Uma pedra servia para polir, amaciar e aplainar as faces do papiro.

Cerca de vinte folhas individuais de papiro poderiam ser unidas ponta a ponta para formar um rolo. A partir desse rolo, os pedaços seriam cortados no tamanho necessário para escrever uma carta, um recibo, escritura ou qualquer outro registro.

O papiro textual mais antigo encontrado é o Diário de Merer ou o Papiro Jarf. Este registro das atividades de um grupo construtores foi descoberto em 2013. É datado do reinado do faraó Khufu (2589 e 2566 a.C.).

Na Idade do Ferro o papiro começou a ser comercializado em larga escala pelo Mediterrâneo. É notória a relação mercantil entre o Egito e a Fenícia no século XI a.C., como registrada na Jornada de Wen-Amon à Fenícia. Nessa mesma época, o Faraó Smendes (1076–1052) enviou 500 rolos de papiro ao rei de Byblos. Byblos se tornou o centro comercial e o próprio termo byblon passou a se referir ao volume ou rolo de papiro em língua grega.

O papiro não é tão durável quanto o pergaminho. Em média duravam, com um cuidadoso manuseio, por uns 30 anos. Contudo, as areias secas do Egito provaram ser ambientes propícios para sua preservação.

Em 1778 houve uma redescoberta dos papiros do Egito pelos europeus. A procura por papiros antigos foi estimulada pela expedição de Napoleão.

Em 1877 começaram as tentativas de reproduzir as técnicas de fabricação, sendo produzido na Sicília. Nesse mesmo ano ocorreu a descoberta dos papiros de Fayum, o primeiro grande achado de uma coleção de papiros. Levada à Áustria, essa coleção estimulou a pesquisa entre investigadores de língua alemã, dentre eles Ulrich Wilcken, um dos fundadores da papirologia como disciplina.

As escavações de Flinders Petrie encontraram o Papiro Petrie I em 1891. Nesse mesno ano também foi publicada a Constituição dos Atenienses, de Aristóteles, a partir de dois papiros (um encontrado em Fayum em 1879, outro apareceu no mercado egípcio em 1890).

O termo “papirologista” foi cunhado em 1896. O material frágil, seu caráter fragmentário, múltiplas línguas fizeram da papirologia uma ciência histórica complexa, extremente importante e demandando extensivo trabalho.

Entre 1896 e 1906 os estudiosos P.B. Grenfell e A. S. Hunt de Oxford foram procurar em sítios arqueológicos e depósitos de lixo no Egito restos de papiros. Consolidou-se com eles a papirologia como ciência especializada.

A classificação dos papiros pela papirologia divide-se em tipos documentais, os quais são datados, com poucas cópias, fins de produzir provas ou lembrança factual, como as cartas. Outro tipo são os literários, sem datas, exceto em colofões; para fins religiosos, artísticos, com cópias reproduzidas com maior frequência. Tal classificação é útil para outras estudos bíblicos.

Os principais sítios arqueológicos onde foram encontrados papiros são:

SAIBA MAIS

https://papyri.info/

Lista das coleções de papiros

Refêrencias em papirologia

Base de dados de papiros

What’s New in Papyrology» more

Digital Papyrology

Dinheiro

Em sentido estrito dinheiro ou moeda é algum objeto convencionado como meio de troca ou designação de valor. No Antigo Testamento, o dinheiro assumia diferentes formas, incluindo metais, bens e gado. A peça de metal cunhada com a designação “moeda” somente seria popularizada mais tarde, já dos períodos persa e helenista em diante.

Entre as referências mais antigas a “dinheiro” estão as descrições de transações realizadas pelos patriarcas hebreus. Por seu incidente com Sara, Abimeleque pagou restituição a seu marido, Abraão (Gn 20:14-16) em “ovelhas e bois, e escravos e escravas” que eram o equivalente a “mil moedas de prata”.

A palavra hebraica geralmente usada para “dinheiro” (kesef) significa literalmente “prata”. Como a prata era mais comum do que o ouro, que precisava ser importado do Egito ou da Anatólia, a maioria das transações bíblicas ocorreu com a prata.

Há relato de valoração dual desses metais, isto é, seu valor de uso como joia e valor atribuído como dinheiro. Acã escondeu a Josué os despojos tirados de Jericó (Josué 7:21), incluindo dinheiro na forma de anéis e barras. O ouro que Jó recebeu quando suas riquezas foram restauradas (Jó 42:11) incluía anéis.

A necessidade de cunhar dinheiro foi tardia. As moedas cunhadas surgiram na Anatólia e Grécia como método de pagamento por volta do século VI ou V aC. A invenção de moedas ainda está envolta em mistério: de acordo com Heródoto (I, 94), as moedas foram cunhadas pela primeira vez por Alietas da Lídia (c. 610–560 a.C.), enquanto Aristóteles afirma que as primeiras moedas foram cunhadas por Demódica de Kyrme, esposa do rei Midas da Frígia. As mais antigas moedas encontradas em circulação foram cunhadas na ilha grega de Egina, pelos governantes locais ou pelo rei Feidon de Argos.

A difusão da moeda cunhada foi nos períodos persa e helenista. E a Bíblia atesta isso bem como a cunhagem de moedas helenistas e hasmoneias nesse períofo. Em Esdras 2:68-69, as famílias fizeram ofertas voluntárias para a reforma do Templo, dando ao tesouro “sessenta e um mil dáricos de ouro, cinco mil minas de prata”. O dárico e a mina eram moedas persas.

No período do Novo Testamento, a cunhagem romana havia se tornado um dos meios usados ​​pelo governo imperial para manter o império unido. O dinheiro cunhado, legalmente autorizado pelos governos, tornou-se o padrão de troca de bens, serviços e pagamento de impostos.

Um denário era o salário normal pago a um trabalhador por um dia de trabalho (Mt 20: 2). Era também o imposto do Templo na época de Jesus e provavelmente era a moeda referida em Mateus 22:21.

O dracma (Mt 15: 8) era uma moeda incomum da época de Cristo, pois o denário romano há muito tinha substituído as moedas de prata da fase selêucida helenista.

O didracma e o tetradracma (na verdade estater) (Mateus 17:24) são referências a moedas de prata da cidade de Tiro, usadas nos negócios do Templo. Os estaters eram iguais a siclos e, como os judeus foram proibidos de emitir suas próprias moedas de prata, foram forçados a usar moedas dessa cidade mercantil. Ironicamente, as moedas traziam a imagem do velho inimigo de Israel, Baal. Cambistas estavam disponíveis para trocar moeda estrangeira por essas moedas tírias. Judas foi pago com trinta estaters.

Uma das menores moedas era o Lepton, aquela da oferta da viúva (Marcos 12:42, Lucas 12:59; 21:2).

Medida (transliteração)HebraicoGregoEquivalente aproximadoNotas
Prutáפרוטה (prutah)22 mg (cobre)
Issar177 mg (cobre)Moeda romana (ás)
Pundion349 mg (cobre)Moeda romana (dupondius)
Ma’ah / Gerahגרה (gerah)699 mg (prata)
Zuz / Dinarזוז (zuz)δηνάριον (dēnarion)4,26 g (prata)Salário de um dia
Shekelשקל (shekel)σίκλος (siklos)14 g (prata)
Pimפים (pim)7,6 g (prata)Valor incerto
Selaסלע (sela)17,1 g (prata)2 shekels
Dinar (ouro)דינר זהב (dinerei zahav)7,99 g (ouro)Moeda romana (aureus)
Minaמנה (mina)μνᾶ (mna)424,87 g (prata)100 zuzim
Kikar / Talentoככר (kikar)τάλαντον (talanton)34,27 kg (prata)60 minas
Quadrante / Kodrantesκοδράντης (kodrantēs)DesconhecidoPequena moeda romana de cobre
Leptonλεπτόν (lepton)DesconhecidoMenor moeda de cobre/bronze judaica; ½ quadrante

Michele Nardi

Michele Nardi (1859-1914) evangelista cuja obra missionária e social atendeu imigrantes italianos nos Estados Unidos e várias cidades na Itália no final do século XIX e início do XX.

Nascido em uma família de classe média de Savignano Sul Rubicone, província de Foli na Itália central, Nardi se engajou nas grandes causas de sua época, primeiro pela unidade Itália, depois pelo Evangelho. Ele lutou ao lado de Garibaldi na batalha de Mentana antes de ir para Florença para aprender sobre o comércio de antiguidades.

Depois de fazer amizade com expatriados americanos e britânicos, Nardi aprendeu a falar inglês fluentemente e ficou interessado em se mudar para os Estados Unidos.

Uma vez nos Estados unidos, Nardi começou um empreendimento como empreiteiro de ferrovias e, mais tarde, se tornou um investidor em ações. Ao conhecer um cristão americano durante uma viagem à Europa, Nardi teve seu primeiro contato com a Bíblia. Em uma viagem de negócios à Filadélfia, esse amigo americano deu mais uma vez o testemunho de Cristo. Então Nardi foi ao seu quarto de hotel e leu João 1:12. Nardi aceitou imediatamente a Cristo como seu salvador. Então ele ouviu o chamado de Deus para deixar tudo e segui-lo.

Tão profunda foi a transformação que Deus operou em seu coração, que ele vendeu seu negócio e decidiu consagrar sua vida para pregar a Cristo.

Nardi mudou-se para Nova York, onde frequentou a Missionary School, uma iniciativa de formação ministerial de A.B. Simpson e da Christian & Missionary Alliance. Naquela escola, Nardi conheceu e se casou com Blanche Phillips, uma jovem evangelista.

Adeptos da teologia da Santidade, mas sem subscrever nenhuma estrutura denominacional, Nardi e sua esposa tornaram-se evangelistas em tempo integral. Seu modus operandi consistia em pregar nas esquinas, realizar reuniões domésticas, evangelizar de porta em porta e, em seguida, alugar missões em portas comerciais para pregar e fornecer serviços sociais aos imigrantes italianos nas cidades industriais.

Em 1889, os Nardis chegaram a Chicago. Nesta cidade, Nardi reuniu um grupo de cristãos valdenses de Favale di Malvaro, uma cidade na Ligúria, e levou outros italianos a Cristo. Conforme o trabalho se desenvolvia, a Távola Valdense e o Presbitério de Chicago organizariam a Primeira Igreja Presbiteriana Italiana em 1892 e enviariam o pastor Filippo Grill da Itália para ajudá-los. Esta igreja seria o primeiro lar espiritual para Louis Francescon e Rosina Balzano Francescon, Albert diCicco e Dora diCicco, Nicolas Moles e sua esposa. Depois que a congregação se estabilizou, Nardi continuaria sua missão, espalhando o evangelho em Spring Valley, Mo; São Francisco, Ca; Vinland, NJ; Cidade de Nova York e Itália, onde morreu em Rapallo.

De seu período de missão em Chicago, o Presbitério de Chicago registra:

“O trabalho entre os italianos em nosso próprio presbitério tem dois centros principais, a igreja italiana na rua West Ohio, 73, perto de Halsted, e a missão Nardi na rua West Taylor, 148. Esta última foi nomeada em homenagem ao Signor Nardi, que foi um dos primeiros a inaugurar o trabalho missionário protestante entre os italianos em Chicago. A narrativa das experiências do Signor Nardi desde que veio a este país é em si muito interessante.
Bem educado e um artista notável, ele veio para a América para ser um crítico de arte. Chegando na cidade de Nova York, sua atenção foi atraída pela aflição entre seus compatriotas em Five Points e em torno dele, e ele imediatamente começou a estudar como melhorar sua condição. Quanto mais investigava, mais entusiasmado ficava e finalmente decidiu abandonar a arte por enquanto. Ele submeteu um plano a uma das ferrovias do leste para obter um contrato para a construção de seu leito usando apenas italianos como trabalhadores, ele mesmo supervisionando a obra. Sua proposta foi aceita; e embora tenha criado um grande furor entre os trabalhadores irlandeses e americanos, como muitos se lembrarão, foi executado com sucesso. Naquela época, ele recusou todas as religiões, mesmo a de sua pátria mãe, e só alguns meses depois ele aceitou a Cristo e seus ensinamentos. Depois de estudar sob a direção do Rev. AB Simpson da cidade de Nova York, o Sr. Nardi e sua esposa, também uma estudante do Dr. Simpson, começaram o trabalho evangelístico, vindo para Chicago em 1889. Sr. e Sra. Nardi juntamente com trabalhadores da Sociedade Bíblica de Chicago realizavam reuniões domésticas, nas esquinas das ruas, ou visitavam de casa em casa, pregando o evangelho aos italianos sempre que surgia a oportunidade, a sociedade bíblica fornecia folhetos e porções das Escrituras para distribuição. Na primavera seguinte, Nardi garantiu um quarto na rua South Clark, 505, e organizou uma escola dominical.
Mais ou menos na mesma época, a Associação Cristã dos Moços cedeu seu salão perto da ponte da rua Kinzie para outra escola dominical. Foi neste último lugar que o primeiro serviço de comunhão entre os protestantes italianos foi realizado, e o interesse crescente logo se concentrou naquele distrito. Havia um elemento valdense que formava o núcleo de uma igreja, e a bênção de Deus se manifestava em conversões frequentes. No inverno seguinte, alguns amigos ficaram interessados ​​no andamento do trabalho, e entre eles estava a sempre lembrada amiga da Missão Nardi, a Sra. S. G. Hubbard, cujos devotados esforços pelos italianos ainda continuam. Em 1893 o presbitério de Chicago erigiu permanentemente uma igreja e pediu ao Sr. Nardi para se tornar seu pastor regular, mas ele recusou, acreditando que Deus o havia chamado para o trabalho evangelístico. Uma chamada foi feita ao pastor atual, o Rev. Filippo Grilli, que começou seu pastorado no início do outono de 1890, com 58 membros da igreja. Em 1894, o atual edifício de tijolos substancial na rua Ohio foi erguido, em grande parte devido à generosidade do Sr. Henry Willing. Em 1891, o Sr. Nardi abriu a terceira missão, que teve início na rua Desplaines e continuou lá até que um prédio e local mais adequados fossem garantidos na rua Taylor, agora chamada de Missão Nardi.
O trabalho iniciado na rua South Clark foi posteriormente mesclado com o da Missão Metodista, e um excelente trabalho está sendo realizado. O pastor Grilli prega e continua o trabalho na igreja italiana e na Missão Nardi. A Sra. Grilli é uma ajudante muito competente, assim como a Sra. R. Francesconi, que é superintendente da escola dominical na igreja italiana. Além dos cultos regulares de pregação, sempre realizados em italiano, há uma esplêndida escola dominical, escola de costura, reunião de mães e uma aula bíblica sob a liderança da Sociedade Bíblica. O trabalho é um encorajamento contínuo para aqueles que estão prestando seus serviços, e o que é surpreendente é que esses italianos levaram sua igreja e missão a um nível de sucesso com tão pouco dinheiro. Membros da igreja que voltaram para a Itália iniciaram círculos lá visando a organização de uma igreja.
A igreja evangélica da Itália, que é a união de todas as igrejas protestantes na península, relatou cinco novas igrejas adicionadas ao seu rol durante 1897, dando um total de trinta igrejas protestantes. Cerca de 1.000 pessoas passaram a ter comunhão íntima no ano passado. “
–E. Dryer, Chicago. In Simpson 1916: 32-36.
FONTES

Bisceglia, John. Italian Evangelical Pioneers. Kansas City, Mo, 1948.

Francescon, Louis. Faithful Testimony. Chicago, 1952.

Simpson, A.B.  Michele Nardi: The Italian Evangelist, His Life and Work. New York, 1916.

Toppi, Francesco. Michele Nardi: Il Moody d’Italia. Rome: ADI-Media, 2002.

Filippo Grilli

Filippo Grill (Grilli) (1861 – 1939) foi um pastor valdense natural de Prali, Piemonte. Grilli foi treinado na Faculdade Teológica Valdense em Florença sob a influência do evangélico Paolo Geymonat.

Em 1891, Grilli foi ordenado e a Igreja Valdense comissionou-o para ministrar no trabalho missionário conjunto com os presbiterianos em Chicago. Em Chicago, foi nomeado pastor da Primeira Igreja Presbiteriana Italiana até 1914, sendo assalariado pelo presbitério de Chicago da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

Em Chicago, Grilli casou-se com uma sueca Albertina Bengston (1866-1929) em 1895, com quem teve cinco filhos.

Dessa época, Ottolini recorda-o como um “homem piedoso e devoto”. Grill também desenvolveria missão evangelística em torno de Chicago e St. Louis, levando muitos italianos a Cristo. Os convertidos mais tarde se juntariam à Primeira Igreja Presbiteriana Italiana, à Waldensian Presbyterian Church de Chicago, à West Taylor Street Mission (Presbiteriana), à Moody Italian Mission, à Igreja Metodista Italiana e à Assembleia Cristã.

Frequentemente é confundido com outro homônimo e também pastor valdese Filippo Grill (1859 – 1945), o qual foi missionário na Eritreia e missionário em St. Louis.

BIBLIOGRFIA

Ballesio, Gabriella. Fillipo Grilli in Dizionario Biografico dei Protestanti in Italia. Società di Studi Valdesi.s.d.

Cicero,Jr., Frank. Relative Strangers: Italian Protestants in the Catholic World. Academy  Chicago Publishers, 2011.

Erutti, Leonard.  The Life and Mission of Peter Ottolini. St. Louis, 1963.

Francescon, Louis. Faithful Testimony. Chicago, 1952.

Griglio, P. Filippo Grilli «La Luce», n. 20, 17 May 1939. Tourn N., I valdesi in America, Turin, Unione tipografica, 1906.

Watts, George Byron. The Waldensians in the New World. Durham, NC, 1941.