Rebeca

Rebeca, em hebraico רִבְקָ֣ה, em grego, Ῥεβέκκα, é uma das matriarcas. Aparece em Gênesis em dois ciclos narrativos (Gn 24–27) . Um é o romance do matrimônio com Isaque. Outro ciclo é sua relação com seus filhos e sua preferência por Jacó.

O significado do nome Rebeca é incerto. Uma sugestão é que seja cognato com o árabe, rabqat, corda de amarrar para animais ou um laço. Figurativamente, indicaria uma beleza cativante.

O primeiro ciclo narrativo começa quando Abraão enviou seu servo Eleazar à Padã-Arã para arranjar o casamento para Isaque. O servo acaba por encontrar-se com Rebeca. É peculiar a linhagem identificada por linha materna. Rebeca diz a Eleazar que é filha de Betuel, filho de Milca e Naor (Gn 24:24) e irmã de Labão, o arameu (Gn 25:20). Rebeca é um raro caso de monogamia nas narrativas patriarcais e aparece em uma relação de jocosa amizade com seu esposo.

No segundo ciclo narrativo, Rebeca é a mãe dos gêmeos Esaú e Jacó. Iniciamente, o casal não teve filhos e é atribuída a esterilidade a Rebeca, mas Deus atende a oração de Isaque para que tenham filhos (Gn 25:21). Rebeca favorece o filho mais jovem. Não só a matriarca dá instruções a seu filho Jacó para enganar Isaque como depois instrui sua fuga e início de vida própria.

À época da partida de Jacó Rebeca e Isaque ficaram em Berseba (Gn 26:23) no Poço Laai-Roi (Gn 25:11), Manre, depois em Quiriate-Arba que é Hebrom (Gn 35:27).

À sua morte, Rebeca foi sepultada em Macpela (Gn 49:31).

Sua única menção fora de Gênesis aparece em Rm 9:10.

BIBLIOGRAFIA

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Raquel

Raquel, em hebraico רָחֵל‎, ovelha, em grego Ῥαχήλ, filha mais nova de Labão, irmã de Leia e segunda esposa de Jacó. Aparece no ciclo de Jacó (Gn 29-35) como sua esposa amada. Seria a mãe de José e Benjamim.

Jacó enamorou-se de Raquel (Gn 29), mas é engando a casar-se com sua irmã mais velha, Leia. Mais sete anos Jacó serviu ao sogro Labão para ter Raquel como esposa.

Quando a família de Jacó foge de Labão, Raquel rouba os terafim de seu pai (Gn 31:19).

Raquel, como Sara e Rebeca, não conseguia engravidar. Então, Raquel tornou-se mãe de Dã e Naftali mediante sua serva Bila.

Raquel é o primeiro caso relacionado de morte na gravidez na Bíblia, morrendo no nascimento de Benjamim. Foi sepultada em um lugar próximo a Belén, diferente de outros patriarcas e matriarcas sepultados em Macpela. (Gn 35:16-20).

Fora de Gênesis, Raquel aparece quatro vezes na Bíblia. Em Rute 4:11, Raquel é mencionada com Leia como as matriarcas do povo de Israel. Em 1 Sm 10:2, Samuel unge Saul e o instrui a encontrar dois homens perto do túmulo de Raquel. Em Jer 31:15 é retratada chorando pelo destino de seus filhos, os descendentes perdidos de Efraim, filho de José – as 10 tribos do norte dizimadas pelos assírios. Em Mateus 2:18, a alusão de Raquel chorando por seus filhos de Jer 31:15 refere-se ao massacre dos inocentes por Herodes.

BIBLIOGRAFIA

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Re’em

O termo hebraico re’em, רֶאֵם (Strong H7214; BDB 910), cognato árabe é rim refere-se a um animal mencionado nove vezes na Bíblia, mas seu significado permance incerto, sendo traduzido como unicórnio, búfalo, boi selvagem, rinoceronte e órix.

É plausível que o cognato árabe, o órix, seja o animal bíblico. O órix pertence a três famílias de grandes antílopes (gênero Oryx, família Bovidae, ordem Artiodactyla) vivendo em rebanhos em desertos e planícies secas da África e da Península Arábica. Os órixes possuem constituição forte e peitoral largo, com pescoços curtos, chifres retilíneos e membros longos. Adaptado ao deserto, é capaz de viver em um habitat sem água, quente e com ventos fortes.

A confusão de re’em com unicórnio surgiu a partir das traduções da Septuaginta, na qual o termo monoceros (μoνoκερως) foi utilizado.

CONCORDÂNCIA

Números 23:22: Deus os tirou do Egito; as suas forças são como as do unicórnio.
Números 24:8: Deus o tirou do Egito; as suas forças são como as do unicórnio; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará.
Deuteronômio 33:17: Ele tem a glória do primogênito do seu boi, e as suas pontas são pontas de unicórnio; com elas ferirá os povos juntamente até às extremidades da terra; estes, pois, são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés.
Jó 39:9-10: Querer-te-á servir o unicórnio ou ficará na tua cavalariça? Ou amarrarás o unicórnio ao rego com uma corda, ou estorroará após ti os vales?

Salmos 29:6: Ele os faz saltar como a um bezerro; ao Líbano e Siriom, como novos unicórnios.
Salmos 22:21-23: Salva-me da boca do leão; sim, ouve-me desde as pontas dos unicórnios.
Isaías 34:7 E os unicórnios descerão com eles, e os bezerros, com os touros; e a sua terra beberá sangue até se fartar, e o seu pó de gordura se encherá.

O chifre de um animal selvagem frequentemente aparece como uma metáfora para a força física ou militar. A expressão “exaltar/erguer o chifre da buzina” significa vitória militar, por exemplo em 1 Sm 2:10; Sl 75:10; Sl 89:24; Sl 92:10; Lm 2:17.

Epístola aos Romanos

Na epístola aos Romanos, Paulo apresenta à igreja em Roma a doutrina que prega: que na justificação pela fé a confiança em Cristo Jesus seria suficiente para a salvação (10:9) do povo de Deus, a qual ocorre sem depender de adesão às normas ou de pertencimento a grupo religioso ou étnico.

UM PANORAMA DA EPÍSTOLA AOS ROMANOS

A mais complexa epístola de Paulo expõe ponderamente a doutrina que proclamava: o plano de salvação divino para a humanidade. O pano de fundo é um desacordo entre cristãos judeus e gentios que ameaçavam a unidade das igrejas na cidade. O imperador Cláudio expulsou os judeus de Roma (At 18:2) em alguma data entre 41 e 53 d.C. Com o retorno dos judeus, a Igreja em Roma passava agora contar com uma parte gentia mais estabelecida e um influxo migrante de cristãos judeus.

Pelo capítulo 16 podemos inferir que havia na cidade várias igrejas domésticas, nas quais o papel das mulheres era prominente. Esse caráter disperso das igrejas em Roma, o contrário das outras epístolas paulinas, destinadas a cada cidade a um grupo único (ainda que sob tensão, como o caso de Corinto), provavelmente tornava a união orgânica mais difícil. Essas diferenças teriam gerado tensões quanto às práticas cultuais e requisitos de salvação, tais como a observância da circuncisão e das restrições alimentares. Mas, a questão subjacente nessa tensão entre eles seria “o que é ser justo diante de Deus”? Não se tratava de uma questão teórica, o convívio cotidiano entre diferentes grupos de crentes estava ameaçado por diversos entendimentos sem tolerância mútua quanto às observações das práticas judaicas.

A questão já havia sido tratada na epístola aos Gálatas. Se em Gálatas Paulo denuncia quem obriga seguir a Lei, em Romanos defende a unidade de todos sob Cristo. Paulo, que ainda não tinha estado em Roma, apresenta seu evangelho: ser justo diante de Deus não depende de adesão às normas rituais ou de pertencimento a um grupo etnorreligioso. Isso porque a justiça foi obtida pela obra de Cristo, com sua morte e ressurreição.

Como é Deus quem proporciona essa justiça, Paulo defende a tolerância às diferença, especialmente aos “fracos” (15:1) que se apegavam às normas comportamentais como segurança para salvação. Assim, deixando o cumprimento dessas normas à liberdade de consciência, cristãos judeus e gentios viveriam unidos pela fidelidade/confiança/fé (pistis) comum em Jesus. Essa reconciliação proporcionada em Cristo Jesus implica em considerar uns aos outros fraternalmente.

A epístola serve de carta de apresentação para Paulo e sua mensagem. As igrejas romanas provavelmente estavam nos bairros populares nas áreas baixas de Roma. A cidade vivia seu explendor da dinastia julio-claudiana, com cerca de 1 milhão de habitantes, dos quais entre 20 a 50 mil seriam judeus. Como dito, Paulo não tinha ainda estado em Roma. Apesar disso, as igrejas na cidade central do império eram importantes para apoio de sua missão.

Escrita durante sua estada em Corinto (c.57-58 d.C.) (cf. At 20:2-3), Paulo hospedava-se na casa de Gaio (Rm 16:23; cf. 1 Co 1:14) e empregou o trabalho de um redator ou amanuense, Tércio (Rm 16:22). De lá a carta seria levada pela diaconisa Febe (Rm 16:1), a qual provavelmente seria a responsável por sua leitura nas diversas igrejas em Roma. Provavelmente, Paulo esperava um retorno na forma de convite para usufruir de hospitalidade (xenia) da igreja em Roma enquanto dava uma amostra de seu ensino.

Não sendo uma típica correspondência, mas uma elaboração do evangelho apresentado por Paulo, é similar ao gênero ensaístico ou ao tratado em formato de epístola como aparece em Sêneca.  No entanto, não resume todos seus ensinos, com outros temas ausentes nessa epístola (por exemplo, a Santa Ceia ou os dons espirituais). Ainda assim, a epístola aos Romanos constitui o mais detalhado tratamento da relação entre Israel e a Igreja no Novo Testamento, bem como a mais ampla exposição da doutrina que Paulo ensinava.

ESBOÇO ESTRUTURADO

  1. Introdução (1:1-17).
  2. Israel e os gentios compartilham a esperança de salvação (1:18-8:37)
    1. Condenação comum de Israel e dos gentios (1:18-3:19)
    2. Justificação em Cristo serve tanto a Israel quanto aos gentios (3:20-5:21)
    3. Santificação (6:1-7:25)
    4. Glorificação (8:1-37).
  3. O povo de Israel na obra de Jesus Cristo (9:1-11:32).
  4. Doxologia (11:33-36) – transição
  5. Efeitos da justiça de Deus na vida cotidiana dos crentes (12:1-15:13).
    1. A vida em Cristo é o sacrifício requerido (12)
    2. O amor recíproco (13)
    3. A coexistência tolerante (14)
  6. Conclusão
    1. Planos de viagem (15:14-29)
    2. Conclusão (15:30-33)
    3. Pós-escrito com recomendações, saudações, advertência contra falsos mestres (16:1-23)
    4. Encerramento (16:25-27).

TEMAS EM ROMANOS

Vários exegetas salientam um ou outro tema da Epístola.

Em sua leitura de Romanos, Barth enfatiza a soberania de Deus e sua graça. Para Barth, Romanos exemplifica a centralidade de Jesus Cristo na salvação, rejeitando as visões protestantes tradicionais da justificação pela fé focada no ser humano. Na epístola, a graça de Deus não é uma resposta ao mérito ou anseio humano, mas é fruto da graça, ou seja, dada livremente como um dom. A fé em Jesus Cristo é a confiança nessa obra de graça. No comentário de Barth sobre Romanos destaca a natureza radical da graça de Deus e desafia os leitores a reconsiderar suas suposições sobre a salvação e a natureza de Deus.

Expiação: Joel B. Green identifica quatro imagens primárias da expiação no livro de Romanos:

  1. Redenção (Romanos 3:24): enfatiza a ideia de que a humanidade é escravizada pelo pecado e precisa ser resgatada. A morte de Cristo na cruz é o pagamento que liberta a humanidade do pecado e do diabo.
  2. Justificação (Romanos 3:21-26): remete à ideia do perdão legal. Pela fé em Cristo, a humanidade é declarada “inocente” diante de Deus, e a penalidade pelo pecado é paga integralmente.
  3. Reconciliação (Romanos 5:10-11): ensina a ideia de restaurar um relacionamento rompido. Através da morte de Cristo, a humanidade é reconciliada com Deus, e a inimizade entre Deus e a humanidade é removida.
  4. Participação (Romanos 6:1-14): salienta a ideia de participação na morte e ressurreição de Cristo. Através do batismo, os crentes participam da morte e ressurreição de Cristo, morrendo para o pecado e ressuscitando para uma nova vida em Cristo. Esta participação capacita os crentes a viver uma nova vida de obediência a Deus.

Beverly Gaventa interpreta a teologia de Paulo em Romanos a partir de uma perspectiva apocalíptica, destacando a morte e ressurreição de Cristo como uma invasão divina que desmascara o mundo e inaugura uma luta culminante na vitória de Deus. Enfatiza a importância do contexto histórico e literário da carta, considerando como a audiência original a teria recebido. A salvação, para Paulo, não é apenas perdão individual, mas uma libertação cósmica da humanidade do pecado e da morte, evidenciando a graça inclusiva de Deus. O pecado em Romanos seria uma força e escravizadora que domina a humanidade. Paulo não reduz o pecado a falhas morais individuais; mas seria um poder cósmico que mantém as pessoas cativas. Em Romanos 5-8, Gaventa observa que Paulo descreve o pecado e a morte como governantes sobre a humanidade, sendo os humanos escravos do pecado. Assim, há a necessidade de libertação através da ação redentora de Deus em Jesus Cristo. A relação entre Israel e os gentios não deve ser reduzida à desobediência de Israel, mas compreendida dentro do plano divino para toda a humanidade. No campo ético, a verdadeira adoração molda a vida cristã, contrastando com os efeitos destrutivos da idolatria. Além disso, Paulo propõe uma igreja inclusiva e responsável, onde judeus e gentios cuidam uns dos outros. Por fim, Gaventa aplica essa leitura a debates contemporâneos, argumentando que questões como as relações homoafetivas em Romanos 1 devem ser analisadas dentro do propósito apocalíptico mais amplo de Paulo.

Scot McKnight propõe uma leitura invertida de Romanos, começando pelos capítulos 12-16 para destacar os desafios pastorais da igreja em Roma, especialmente os conflitos entre cristãos judeus e gentios. Ele identifica dois grupos principais: os “Fortes”, majoritariamente gentios que não seguiam as tradições judaicas, e os “Fracos”, judeus que ainda as observavam. Paulo busca resolver essas tensões não por meio de um debate doutrinário, mas incentivando uma postura cristocêntrica de humildade e acolhimento mútuo, como expresso em Romanos 15:7. Os capítulos 1-11 fornecem a base teológica para essa “teologia vivida”, unificando judeus e gentios dentro da narrativa da salvação. Há aspectos relacionais e comunitários do pecado e da salvação. Isto implica que o pecado pode ser uma barreira à unidade e ao relacionamento correto com Deus e com os outros, que é superado através do evangelho. McKnight enfatiza que Romanos 9-11 trata da redenção coletiva de Israel e dos gentios, em vez de uma visão individualista da salvação. Essa abordagem destaca a relevância de Romanos para as igrejas contemporâneas, ressaltando a necessidade de unidade, hospitalidade e reconciliação no corpo de Cristo.

De acordo com E. Elizabeth Johnson, a epístola de Romanos enfatiza a fidelidade da aliança de Deus a Israel de várias maneiras:

  1. Eleição: Paulo afirma que Deus escolheu Israel como um povo especial e que os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis (Romanos 9:4-5, 11:29). A eleição de Israel por Deus não é baseada em seu mérito ou justiça, mas na própria escolha soberana de Deus.
  2. Fidelidade: Apesar da infidelidade de Israel, Deus permanece fiel às promessas da aliança feitas a Israel (Romanos 3:3-4). Essa fidelidade é demonstrada por meio do envolvimento contínuo de Deus na história de Israel e por meio do plano final de Deus para salvar Israel por meio de Cristo.
  3. Inclusão: Paulo enfatiza que a salvação é tanto para judeus quanto para gentios, e que a aliança de Deus com Israel inclui todos os que têm fé em Cristo (Romanos 3:29-30, 9:24-26). A inclusão dos gentios no plano de salvação de Deus não substitui Israel, mas cumpre a promessa de Deus de abençoar todas as nações por meio dos descendentes de Abraão.
  4. Escatologia: A visão escatológica de Paulo inclui a salvação de Israel como um todo (Romanos 11:26), quando “todo o Israel será salvo” por meio de Cristo. Esta salvação não é baseada na obediência de Israel à lei, mas na misericórdia e graça de Deus.

De acordo com Grieb, a justiça de Deus em Romanos pode ser entendida tanto como uma dádiva quanto como uma exigência. Por um lado, a justiça de Deus é um dom dado gratuitamente àqueles que têm fé em Jesus Cristo. Este presente não é algo que pode ser conquistado por meio de boas obras ou mérito pessoal, mas é concedido como um ato de graça.

Por outro lado, a justiça de Deus também é uma exigência que requer uma resposta daqueles que a receberam. Essa exigência envolve viver uma vida de obediência à vontade de Deus e participar da obra contínua do reino de Deus.

Grieb também observa que o conceito da justiça de Deus em Romanos está intimamente ligado à ideia de justiça. Na justiça de Deus, a justiça é mantida e cumprida. Isso significa que a justiça de Deus não é apenas um conceito teológico abstrato, mas tem implicações concretas em como vivemos nossas vidas e tratamos os outros, ou seja, retidão.

De acordo com Watson, a Lei em Romanos pode se referir a várias coisas diferentes, dependendo do contexto em que é usada. Em alguns casos, refere-se à Torá, ou a lei judaica, que inclui mandamentos e regulamentos para adoração e vida diária. Em outros casos, refere-se a um sentido mais geral da lei moral, acessível a todas as pessoas, independentemente de sua formação religiosa.

Watson argumenta que a Lei é um tema-chave em Romanos, servindo como um ponto de tensão entre judeus e gentios e entre as tentativas humanas de justiça e o dom da graça de Deus. Ele observa que o entendimento de Paulo sobre a lei é complexo e cheio de nuances, e que o apóstolo não se opõe simplesmente à lei como tal, mas sim critica as tentativas humanas de usar a lei como um meio de alcançar a justiça ou a salvação.

Em Romanos, a justiça de Deus é coerente e compatível com sua misericórdia e graça. Isso porque a justiça e a misericórdia de Deus não são opostas uma à outra, mas ambas estão totalmente incorporadas na vida e na morte de Cristo. Em sua vitória, Cristo se coloca entre o pecador e o justo, intercedendo por ambos. Por causa disso, Ele é o justo juízo e a misericórdia de Deus em um único mediador.

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2 Reis

Parte final dos reinos de Israel e Judá e suas respectivas capturas pelos assírios e pelos babilônios. O ciclo de desobediência real e consequências teve interrupções com reis piedosos, como Josias. É o último livro dos Reinados na versão grega antiga (a Septuaginta). As atividades proféticas coincidem com a aparição dos profetas literários, sobretudo Jeremias e Isaías.
Talvez seja o livro com maior atestação histórica externa que temos no Antigo Testamento.