Siegfried Zimmer

Siegfried Zimmer (nascido em 1947) é um teólogo e educador sobre religião luterano alemão.

Desde os anos 1990 propõe uma renovação da Igreja, construíndo pontes entre diversas vertentes e entre o pensamento cristão e a cultura secular.

Organiza cultos experimentais com músicas e temas contemporâneos (Nachteulengottesdienste) e uma série de palestras que tenta comunicar as questões de fé sem um jargão (Worthaus).

SAIBA MAIS

https://siegfriedzimmer.de/

Lucia Menna

Lucia De Francesco Menna (1875-1961) diaconisa, missionária e pioneira pentecostal ítalo-americana.

Nasceu em uma família de agricultores em Casalanguida na província de Chieti, na região de Abruzzo, na Itália. Casou-se com Giovanni Menna em 1890, cuja família também originária de Chieti emigrara à Argentina.

Em 1892 emigrou aos Estados Unidos e em 1896 Lucia juntou-se a ele. O casal veio a viver em Chicago. Não tiveram filhos.

Em 1907 recebeu a mensagem da obra do Espírito Santo e foi curada milagrosamente.

No final de 1909 partiu com Louis Francescon e Giacomo Lombardi para a Argentina. Evangelizaram seus parentes em Tres Arroyos e San Cayetano, no sul da província de Buenos Aires.

No ano seguinte, em setembro, Lucia Menna partiu para Itália, onde evangelizou em Gissi, uma cidadezinha próxima a sua área nativa. Depois de um ano, Menna retornou à Chicago.

No final dos anos 1920 esteve em missão na Argentina e no Brasil. Retornaria à Argentina em 1933 e à Itália em 1937. Foi uma das únicas pessoas do ministério da Igreja Cristã Italiana da América do Norte a visitar a obra durante o período de perseguição contra os crentes na Itália. Voltaria à Itália em 1946, logo após a guerra.

Morreu em Chicago, onde exerceu seu ministério tanto na Assemblea Cristiana quanto na Congregazione Cristiana.

BIBLIOGRAFIA

Menna Targosz, Anna. “Letter from Anna Menna Targosz to Alfred Perna,” 1972.

Toppi, Francesco. Madri in Israele. Roma: ADI-Media, 2003.

Dwight L. Moody

Dwight L. Moody (1837-1899) foi um evangelista em Chicago. Deixou uma influência doutrinária no avivamento pentecostal italiano.

Moody era um vendendor de uma loja em Boston antes de mudar-se para Chicago. Em 1856, após sua conversão, abriu uma escola dominical em Chicago. Como das muitas crianças educadas por ele no evangelho depois de adultas continuavam a frequentar suas reuniões, Moody começou a fazer cultos não denominacionais. A partir disso, multidões se reuníam para as cultos de avivamento para vê-lo pregar.

Moody começou a viajar pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha fazendo reuniões de evangelização em auditórios, acompanhado pelo músico Ira David Sankey.

Com mensagem simples e propondo uma leitura intensiva e tópica da Bíblia, Moody levou o evangelho a milhares de almas. Apesar de ser bem popular, recusava o culto de personalidade. Por vezes, pedia para que os convertidos não viessem às suas reuniões para dar lugar aos não crentes.

Moody fundou o North Side Tabernacle (renomeado depois de sua morte como “The Moody Memorial Church”), o Moody Bible Institute (fundado em 1886, como Chicago Evangelization Society), além outras escolas pelo país.

Suas reuniões livres de treinamento bíblico atraíam vários pioneiros como Rosina Francescon e seu trabalho na Associação Cristã nos Moços permitiu que essa organização apoiasse o trabalho de evangelização entre os italianos da cidade.

Com um de seus colaboradores, o britânico Henry Moorhouse (1840-1880), Moody aprendeu o Método de Leitura Bíblica. Moorhouse, influenciado por Spurgeon e pelos Irmãos de Plymouth, valorizava uma leitura imediata (isto é, sem mediação de comentaristas ou teólogos) da Bíblia. Assim, Moody adotou esse método, estimulando a memorização e uma leitura tópica com auxílio de concordâncias.

Moody era proponente da chamada Soteriologia de Keswick, no qual enfatizava o revestimento do poder do Espírito Santo subsequente à salvação. Moody sumarizava a mensagem do evangelho em “Três Erres”: ruína, redenção e regeneração. A ruína pelo pecado afetava a vida espiritual, social e material do ser humano enquanto a redenção pelo poder do sangue de Jesus permitia regeneração pela obra do Espírito Santo.

Seu princípio de “unidade sobre credo”, “comunhão sobre confissão”, a centralidade do sangue de Cristo para a salvação em Moody e seus métodos evangelísticos geram dificuldades de interpretar sua teologia. Por exemplo, sobre a expiação há interpretações divergentes de qual seia sua teologia. A centralidade da mensagem de Moody era a oferta universal do perdão divino. Como na parábola do filho pródigo, o pecado humano não afetou o amor do pai; assim, Deus amava tanto o pecador quanto o redimido de igual modo e ofereceria salvação a todos. Alguns biógrafos enxergam nele a adesão uma teoria de influência moral (Findlay 2007, pp. 232-234). A obra de Jesus Cristo na cruz visaria principalmente alterar a atitude da humanidade para com Deus, em vez da inclinação de Deus para a humanidade (Findlay, 2007, pp. 232–234). Outros biógrafos afirmam que os temas de lei, punição consequente, ira divina, dívida, substituição e satisfação possuiriam um arcabouço da teoria de substituição (Gundry, 1999, pp. 103-109, 116). Por sua vez, o avivalismo de Moody entre luteranos e igrejas livres escandinavas produziu uma rejeição da doutrina da substituição penal, pois passou a ser entendido que em termos de reconciliação foi o sangue dos sacrifícios do Antigo Testamento que efetuava a expiação em vez da própria morte do animal. Essa posição de influência moral foi abraçada por P.P. Waldenström e pelas igrejas livres da aliança sueca e escandinavo-americana que, por sua vez, influenciaram Moody (Gustafson, 1999). Entretanto, a teoria de Waldenström foi veementemente condenada por R.A. Torrey, sucessor de Moody. Por dar igual ênfase no amor de Deus e no sangue sacrificial de Cristo, talvez seja razoável a afirmação de que havia aspectos da influência moral (Deus disposto a perdoar) e substituição (o sangue de Cristo derramado) em sua soteriologia (Bebbington, 2005, pp. 47–48).

Suas campanhas evangelísticas eram acompanhadas de vários músicos. Consequentemente, houve um florescimento na hinódia avivalista, especialmente por músicos como Ira D. Sankey. A contribuição desses músicos ligados a Moody foi indelével nos hinários que vieram a ser adotados pelas igrejas pentecostais italianas e na Congregação Cristã no Brasil.

BIBLIOGRAFIA

Bebbington, David W. The Dominance of Evangelicalism: The Age of Spurgeon and Moody. Downers Grove, Ill.: 2005.

Curtis, Richard K. They Called Him Mister Moody. Grand Rapids: Eerdmans, 1962.

Evensen, Bruce J. God’s Man For the Gilded Age: D. L. Moody and the Rise of Modern Mass Evangelism. Oxford: Oxford University Press, 2003.

Findlay, James F. Dwight L. Moody: American Evangelist, 1837-1899. Wipf and Stock Publishers, 2007.

George, Timothy (ed.). Mr. Moody and the Evangelical Tradition. London/New York: T & T Clark, 2004.

Gundry, Stanley N. Love Them In: The Life and Theology of D. L. Moody. Chicago: Moody Press, 1999.

Gustafson, David M. “J.G. Princell and the Waldenströmian View of the Atonement,” Trinity Journal, 20, No. 2, (Fall, 1999) 191–214.

Quiggle, Gregg William. An analysis of Dwight Moody’s Urban Social Vision. PhD thesis The Open University, 2010.

Domingo Marino

Domingo Marino (1894-1974), ancião argentino de origem italiana. Desenvolveu seu ministério por todo o país, estabelecendo-se em Santa Fé, onde construiu a sede das Asambleas Cristianas “Dios es Amor”.

Nascido na Itália veio na infância com seus pais para a província de Mendoza, Argentina. Seria uma dos primeiros convertidos da obra italiana fora da província de Buenos Aires em 1921. Mudou-se para a capital, onde congregava e cuidava das lâmpadas à gás da igreja de Villa Devoto.

Em uma reunião de oração em 1925 passou pela experiência do batismo no Santo Espírito com sinais de falar em novas línguas.

Após uma crise na igreja de Villa Devoto, Marino assumiu funções ministeriais como evangelista. Vocacionado por uma profecia, foi em missões pelas províncias centrais da Argentina, iniciando igrejas nas comunidades italianas.

Em 1941, Domingo Marino chegou a Santa Fé e iniciou os cultos com três
adultos e duas crianças presentes. Quatro anos depois congregavam cerca de 1.000 pessoas. Em 1948, foi inaugurado o prédio da casa de oração com capacidade para 1.200 pessoas, então o maior local de culto protestante argentino.

Determinado a aproximar as igrejas de origem italiana na Argentina, em 1950 convocou e recebeu em sua congregação em Santa Fé a reunião das várias vertentes das Asambleas Cristianas. Entretanto, a tentativa de unificação duraria por uns cinco anos. Contudo, Marino ficou como referência ministerial para vários ministros e igrejas que se filiaram à congregação de Santa Fé. Nas décadas seguintes Marino também estendeu este esforço de aproximação espiritual com a irmandade do Brasil, participando da reunião geral de ensinamentos do Brás.

Influenciado pelo ministério de Giuseppe Petrelli durante a estada desse missionário na Argentina, Marino traduziu alguns de seus livros para o espanhol.

Miriam Castiglione

Miriam Castiglione (1946-1982) historiadora e antropóloga italiana, investigou o pentecostalismo como religião popular no sul da Itália.

Filha de um pastor valdense, estudou história contemporânea na Universidade de Bari. Influenciada pela meridionalística do antropólogo Ernesto di Martino e do historiador Vittorio Lanternari, investigou com métodos etnológicos e de história oral a difusão pentecostal na província da Apúlia.

Empregou suas análises críticas para fortalecer movimentos populares evangélicos, colaborando com partidos políticos, teatros populares, comunidades de base e grupos juvenis.

Como professora contratada do Instituto de História Moderna da Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bari coordenou um grupo de estudos sobre o movimento pentecostal italiano na região meridional da Itália.

BIBLIOGRAFIA SELETA

Castiglione, Miriam. “Aspetti e Problemi Del Pentecostalismo Contemporeano.” Tese dottorale di etnologia, Università di Bari, 1970.

Castiglione, Miriam. “Aspetti Della Diffusione Del Movimento Pentecostale in Puglia.” Uomo e Cultura 9 (1972): 102–118.

Castiglione, Miriam; Henry Mottu. Religione Popolare in Un’ottica Protestante: Gramsci, Cultura Subalterna e Lotte Contadine. Torino: Claudiana, 1970.

SOBRE

Peyrot, Bruna. Una Donna Nomade. Miriam Castiglione Una Protestante in Puglia. Collana: I Grandi Piccoli. Profili. Roma: Lavoro, 2000.