Tessalônica

Cidade portuária da antiga Macedônia, situada no norte da Grécia moderna com o nome de Salônica. Paulo fundou uma igreja aqui, presumivelmente composta apenas de gentios.

A cidade foi fundada sobre uma vila anterior em c. 316 a.C, pelo general macedônio Cassandro, que lhe deu o nome de sua esposa Tessalônica, filha de Filipe II da Macedônia.

Em 168 aC, meio a conflitos entre estados helenistas, Tessalônica requisitou o protetorado de Roma. A partir disso, Tessalônica passou ser uma cidade controlada pelos romanos, embora com autonomia para seus próprios assuntos. Com status de cidade livre e capital efetiva da Macedônia romana, Tessalônica prosperou, atraíndo pessoas como Cícero para morar nela, como faria mais tarde o imperador Galério.

No Novo Testamento aparece como uma igreja prominente e ligada ao ministério de Paulo (At 17:1-13; 20:4; 27:2; 1Ts, 2Ts, Fp 4:16; 2Tm 4;10).

Em sua segunda viagem missionária Paulo, junto de Silas e Timóteo, vieram de Filipos para Tessalônica (Atos 17). Paulo pregou na sinagoga da cidade e estabeleceu a igreja. Quando Paulo enfrentou uma perseguição popular, fugiu para Bereia (Atos 17: 13-14).

As duas epístolas de Paulo, provavelmente entre os textos mais antigos do Novo Testamento, foram direcionadas à igreja dessa cidade.

VEJA TAMBÉM

1 Tessalonicenses

2 Tessalonicenses

Alexandria

Alexandria foi a mais importante cidade no Delta do Nilo, no Egito, desde sua fundação por Alexandre, o Grande, em erca de 333 a.C.. Não é mencionada no Antigo Testamento, mas aparece incidentalmente no Novo Testamento, no livro de Atos, principalmente. Apolo, eloquente e poderoso nas Escrituras, era natural desta cidade (At 18:24). Muitos judeus de Alexandria viviam em Jerusalém, onde tinham uma sinagoga (At 6:9), na época do martírio de Estêvão.

Uma das maiores cidades da Antiguidade no Mediterrâneo, maior mesmo que Roma por muito tempo, Foi a residência dos reis do Egito por 200 anos durante o período helenista ou ptolomaico.

Tinha cerca de 10.000 judeus residentes nesta cidade. Sua famosa biblioteca de 700.000 volumes, também foi importante centro editorial. Nela foram desenvolvidas técnicas e práticas editorais. A cidade seria o local para a tradução da Bíblia hebraica para o grego, na versão da Septuaginta.

Edom

Refere-se a (1) Esaú, irmão de Jacó (Gn 25:3o) e (2) a região do sul do Levante onde seus descendentes habitavam. Mais tarde seria chamados em grego de Idumeia.

Além da Bíblia, são mencionados em documentos egípcios. Aparecem em um lista do faraó egípcio Seti I de c. 1215 aC; na crônica de campanha de Ramsés III (r. 1186–1155 aC). A arqueologia demonstra que na região cresceu as vilas agrícolas e pastoreio seminômade entre os séculos XIII e VIII aC. A nação foi conquistada pelos babilônios no século VI aC.

Nos períodos babilônico e persa os edomitas foram empurrados para o oeste em direção ao sul de Judá por tribos nômades vindas do leste; como os nabateus noo século IV aC. Durante o século II aC, os edomitas foram convertidos à força ao judaísmo pelos asmoneus, fundindo-se com os judeus.

A sabedoria edomita era proverbial (Jr 49:7; Ob 8). No geral, os textos tentativamente identificados como edomitas na Bíblia refletem um pessimismo e resignação às circunstâncias da vida. Esses textos ou fontes incluem a hipótese edomita de Jó; Gn 26; Salmos 88; 89 6-19; Prov 30; 31 1-9, e a transmissão por vias edomitas do material egípcio contido em Sal 104 e Prov 22: 17-2.

A religião edomita era similar aos dos israelitas e outros semitas do sul do levante. Vários registros onomásticos e artefatos arqueológicos atestam os cultos a El, El-Baali e Manat/Manawat, Qos (que talvez seria a divindade nacional de Edom), Shamash, Nabu, Sin, Baal, Sidq, Shalem, Isis, Apis ou Osiris, bem como o digno de nota YWHW. O nome do deus Yaho é atestado pela onomástica e pela óstraca AL 283, a qual menciona um templo, a Casa de Yaho, entre os edomitas.


Ararate

Ararate, o local onde a arca de Noé pousou após o dilúvio (Gênesis 8:4), é um maciço montanhoso situado na atual Turquia, na região histórica da Armênia. O monte Ararate, com seus dois picos principais (Grande Ararate e Pequeno Ararate), é a montanha mais alta da Turquia e um símbolo nacional da Armênia.

A Bíblia não especifica qual dos picos foi o local de pouso da arca, mas a tradição e a interpretação posterior associaram o evento ao Grande Ararate. A região também é mencionada em 2 Reis 19:37 como o local para onde fugiram os filhos de Senaqueribe após assassinarem seu pai, o rei da Assíria.

Ararate, além de sua importância bíblica, possui um significado cultural e histórico profundo para os armênios, que o consideram um símbolo de sua identidade nacional. A montanha é frequentemente retratada na arte e na literatura armênia, e seu nome está presente em diversos topônimos e instituições do país.

Ver Armênia

Líbia

A costa do norte da África no Mar Mediterrâneo, a oeste do Egito. Mais tarde, os gregos chamaram de Líbia toda a África. O atual país corresponde a três regiões históricas: a Cirenaica, a Tripolitânia e a Fazânia.

A região é habitada historicamente por povos bérberes. A região costeira de Pentápolis ou Cirene era uma região rica e em intenso contato com os mercadores gregos e fenícios, os quais fundaram colônias na região. No interior, formou-se o império de Garamantes na Fazânia.

Os líbios participaram da invasão de Judá liderada pelo Faraó Sisaque do Egito (2Cr 2:12) contra Roboão por volta de 918 a.C. Forças semelhantes foram posteriormente derrotadas por Asa de Judá (2 Cr 16:8). Guerreiros de Pute (possivelmente na Líbia) lutaram ao lado dos etíopes e egípcios quando os assírios capturaram No-amon (Tebas) em 663 aC (Na 3:9;Ez 30:5). Nessa ocasião, Ezequiel esperava a destruição da Líbia (Ez 30:5) juntamente com a do Egito e seus vizinhos. Naum relembrou sua aliança com o Egito contra a invasão da Assíria (Na 3:9). Daniel (Dan 11:43) viu líbios servindo ao “rei do norte” junto com egípcios e etíopes.

Ptolomeu I enviou grande uma considerável quantidade de colonos judeus para viver na região de Cirene, na Líbia. A comunidade era tanta que, de acordo com Estrabão, nos tempos de Sulla (c. 85 a.C.) a sociedade era dividida entre cidadãos, camponeses, estrangeiros e judeus. Uma revolta dos judeus durante o reinado de Trajano (117 d.C.) resultou em uma guerra civil e massacre que deixou a região relativamente despovoada.

Simão Cirineu, ou seja, originário de Cirene, carregou a cruz de Jesus (Marcos 15:21). 

A língua da Líbia foi ouvida no Pentecostes (At 2:10), tendo os cirineus sua própria sinagoga em Jerusalém (At 6:9). Paulo navegou pela costa de Sirte (At 27:17). Os cristãos cirineus destacavam-se em Antioquia (At 11:20; 13:1), de onde veio Lúcio de Cirene, tradicionalmente dito ser seu primeiro bispo.

Uma tradição posterior diz que o evangelista Marcos era nativo de Cirene.

O bispo Sinésio de Cirene (410-414) foi um intelectual que correspondia com Hipátia de Alexandria. A presença cristã é atestada até o início do século VII, sendo Leôncio seu último bispo registrado na época da chegada do islã.

A Líbia passou por séculos de dominação árabe e otomana, além da invasão italiana. Ganhou a independência no século XX para tornar-se uma nação rica. Contudo, a guerra civil no início do século XXI levou o país à ruína.

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