Rolo de Severo

O Rolo de Severo, também conhecido como Códice Severi, trata-se de uma versão proto-massorética da Bíblia Hebraica.

O manuscrito de Severo era um pergaminho perdido da Torá que teria sido levado para Roma pelo Imperador Tito como parte dos despojos após a queda de Jerusalém em 70 DC. Um século e meio depois, o Imperador Severo Alexandre presenteou=lhe para uma sinagoga em Roma.

O manuscrito de Severo continha 33 variantes comparadas com o texto massorético. Essas variantes ão em sua maioria pequenas diferenças devido a variantes na omissão ou adição de palavras, plene e scriptum defeituoso, e o enfraquecimento de guturais. A lista de variantes foi introduzida no século XI no midrash Gênesis Rabah e aparece em três manuscritos medievais. Duas cópias aparecem na Bíblia Farhi, enquanto a terceira está no manuscrito hebraico 31 na Bibliothèque nationale de France em Paris. As quatro versões da lista não são idênticas. Tanto o códice quanto a sinagoga pereceram, mas a lista de 32 passagens na Massorá em que este códice diferia de outros códices foi preservada.

Algumas variantes relevantes são “vestimentas de luz” no lugar de “vestimentas de pele” em Gênesis 3:21 e “vendeu sua espada” no lugar de “vendeu sua primogenitura” em Gênesis 25:33.

No total, as variantes listadas são

  1. Gênesis 1:31.
  2. Gênesis 3:21.
  3. Gênesis 18:21.
  4. Gênesis 24:7.
  5. Gênesis 25:33.
  6. Gênesis 27:2.
  7. Gênesis 27:7.
  8. Gênesis 36:5.
  9. Gênesis 36:10.
  10. Gênesis 36:14.
  11. Gênesis 43:15.
  12. Gênesis 45:8.
  13. Gênesis 46:8.
  14. Gênesis 48:7.
  15. Êxodo 12:37.
  16. Êxodo 19:3.
  17. Êxodo 26:27.
  18. Levítico 4:34.
  19. Levítico 14:10.
  20. Levítico 15:8.
  21. Números 4:3.
  22. Números 15:21.
  23. Números 30:12.
  24. Números 31:12.
  25. Números 36:1.
  26. Deuteronômio 1:26.
  27. Deuteronômio 1:27.
  28. Deuteronômio 3:20.
  29. Deuteronômio 22:6.
  30. Deuteronômio 29:22.
  31. Deuteronômio 29:22.
  32. Deuteronômio 32:26.

Estela de Sefira

As Estelas de Sefira, também conhecida como Inscrições de Sefira, é um tratado escrito em pedra entre dois pequenos reis, Matti’el e Barga’yah por volta de 750 a.C. em aramaico antigo. É um dos mais antigos textos escritos nessa língua e oferece uma valiosa visão sobre a cultura e a política da região na época.

As estelas Sfire ou Sefire são três estelas de basalto do século VIII aC contendo inscrições em aramaico descobertas perto de Al-Safirah (“Sfire”) perto de Alepo na Síria.

O texto contém uma série de maldições e juramentos entre as duas partes, envolvendo uma disputa territorial. O texto descreve a transferência de terras de Barga’yah para Matti’el, com a condição de que ele cuide do terreno e pague uma quantia anual em grãos. Caso contrário, uma série de maldições seriam invocadas, incluindo pragas semelhantes às pragas do Egito.

O artefato é objeto de debate e controvérsia. Há possibilidade de que o texto pode ter sido falsificado ou alterado ao longo dos séculos, enquanto outros apontam que a linguagem e o estilo do texto são consistentes com a época em que foi escrito.

Hannah Whitall Smith

Hannah Whitall Smith (1832-1911) foi uma escritora, quaker, pioneira do feminismo cristão e líder do movimento Holiness e do movimento de Keswick.

Nascida em Filadélfia, Smith veio de uma família quaker e mais tarde se envolveu com o Movimento dos Irmãos (de Plymouth) e a Igreja Metodista. Aderiu ao movimento de Santidade e percorreu vários circuitos pregando a santificação.

O livro de Smith, “O Segredo do Cristão para uma Vida Feliz”, tornou-se um clássico no movimento de Santidade e tem sido amplamente lido por cristãos que buscam aprofundar sua caminhada espiritual. Neste livro, Smith enfatizou a importância de entregar a própria vontade a Deus, confiando em Seu amor e cuidado e buscando viver uma vida de santidade e alegria em meio aos desafios da vida.

Esteve na Inglaterra junto de seu marido Robert Pearsall Smith, onde fundou a Convenção de Keswick, um encontro anual que reunia crentes para um tempo de ensino, adoração e comunhão focado no tema da santidade.

Hannah Whitall Smith na Broadlands Conference – pintura de Edward Clifford, 1887.

Simão

Simon do hebraico שִׁמְעוֹן, Shimon, helenizado como Symeon, em grego Συμεών.

  1. Simão, um dos doze discípulos de Jesus, chamado de cananeu (Mateus 10:4; Marcos 3:18) e de Zelota (Lucas 6:15; Atos 1:13),
  2. Simão, pai de Judas Iscariotes (João 6:71 ; 13:2,26).
  3. Simão, irmão do Senhor (Mateus 13:55; Marcos 6:3).
  4. Simão, fariseu em cuja casa “uma mulher da cidade que era pecadora” ungiu os pés de nosso Senhor com unguento (Lucas 7:36-38).
  5. Simão, leproso de Betânia, em cuja casa Maria ungiu a cabeça de nosso Senhor com unguento “enquanto ele estava sentado à mesa” (Mateus 26:6-13; Marcos 14:3-9). Talvez o mesmo acima.
  6. Simão Cirineu, um judeu de Cirene, no norte da África, na Líbia. Ajudou a carregar a cruz de Jesus. Chamado de “pai de Alexandre e Rufo” (Mateus 27:32), indicando uma possível participação posterior na Igreja cristã.
  7. Simão Mago, um feiticeiro entre os samaritanos (Atos 8:9-11 ). Convertido, foi repreendido por Pedro (Atos 8:18-23) por querer comprar ofícios espirituais, derivando-se o termo simonia.
  8. Simão, o curtidor, um cristão em Jope, um tanoeiro ou curtidor, com quem Pedro se hospedou (Atos 9:43). Durante tal estada, Pedro teve sua visão dos animais limpos e impuros (Atos 9:43; 10:5-6; 10:32)
  9. Simão Pedro (Mateus 4:18 ).
  10. Simão Macabeu, filho de Matatias. 
  11. Simão Niger ou Simeão Niger, um dos profetas de Antioquia (Atos 13:1).

Textus Receptus Scrivener

Frederick Henry Ambrose Scrivener (1813–1891), biblista e ministro anglicano inglês, produziu as duas últimas edições da família do Textus Receptus.

Sua The New Testament in the Original Greek according to the Text followed in the Authorised Version (1881) é uma edição crítica realizada por Scrivener do Textus Receptus. Scrivener revisou o texto grego de Beza 1598 e fez anotações de onde divergiam das leituras adotadas pela King James.

A versão de 1881 de Scrivener não se confunde com outra obra homônima dele, The New Testament in the Original Greek according to the Text followed in the Authorised Version (1894). Essa edição retroverteu da King James Version para o grego, consultado algumas edições impressas do Textus Receptus, para indicar como seria se essa versão inglesa tivesse sido feita a partir de um só texto fonte grego. É uma edição publicada pelas Sociedades Trinitarianas, servindo de base para versões como a Almeida Corrigida Fiel.

Scrivener foi um grande filólogo de edições impressas. Para a produção de ambas edições, Scrivener utilizou primordialmente edições impressas de Stephanus (1550), Theodore Beza (1565), Elzevier (1633), Lachmann (1842), Tregelles (1857) e Tischendorf (1869), além de consultar manuscritos como o Codex Beza e o Codex Sinaiticus.

BIBLIOGRAFIA

Scrivener, F.H.A.  The New Testament in the Original Greek according to the Text followed in the Authorized Version, together with the Variations adopted in the Revised Version. Edited for the Syndics of the Cambridge University Press, by F.H.A. Scrivener, M.A., D.C.L., L.L.D., Prebendary of Exeter and Vicar of Hendon. Cambridge: Cambridge University Press, 1881.

Scrivener, F.H.A.  The New Testament in the Original Greek according to the Text followed in the Authorized Version, together with the Variations adopted in the Revised Version by the late F.H.A. Scrivener. Cambridge: Cambridge University Press, 1894.