Tirza

  1. Tirza, תִּרְצָה aprazível, é uma das filhas de Zolefeade.
  2. Tirza também foi uma cidade situada cerca 10 km a leste de Samaria. É mencionada pela primeira vez como um local conquistado pela campanha de Josué 12:24. Tornou-se a capital do Reino do Norte provavelmente por escolha de Jeroboão I até o tempo de Onri (1Rs 16:6,15-1; 8,23; Ct 6: 4). Provavelmente, localizava-se no termo da Tirza homônima, filha de Zolefeade. Hoje é identificada como Tell el-Far’ah, a nordeste de Nablus.

En-dor

Endor ou En-dor era uma cidade de planície, situada nos termos de Issacar, mas em área controlada por Manassés.

Os cananeus dessa localidade sobreviveram à vinda dos israelitas, sendo submetidos a trabalhos forçados (Js 17:11-13) .

Atualmente é identificada com o sítio de Khirbet Safsafeh (Horvat Zafzafot), a 11 km de Nazaré.

No Salmo 83:9, 10, En-Dor aparece como local de vitória sobre Sísera. Embora não seja mencionada no relato da batalha em Juízes. No local, Saul foi consultar a necromante.

Nínive

Nínive, em hebraico נִינְוֵה. A cidade capital assíria durante o Império Neo-Assírio, a partir de Senaqueribe (ca. 703 a.C.). A cidade seria uma das maiores da Antiguidade até ser destruida pela coalizão de babilônios e medos em 612. a.C., desde então continuaria habitada, mas já sem a glória ou poder anteriores.

Localizada na margem leste do rio Tigre, hoje é um sítio arqueológico importante próximo a Mossul, no Curdistão iraquiano.

Quase sempre Nínive aparece na Bíblia em tons negativos, associada à opressão e violência assíria. A cidade é denunciada por sua maldade e anunciada sua destruição iminente (Jn 1:2; Na 2:8; 3:7; Sf 2:13).

As referências do Novo Testamento a Nínive em Mt 12:41 e Lc 11:30 aludem ao livro de Jonas.

O palácio, as artes, os monumentos e a biblioteca de Nínive constituem importantes fontes históricos e literários para os estudos bíblicos.

BIBLIOGRAFIA

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Halton, Charles. “How Big Was Nineveh? Literal Versus Figurative Interpretation of City Size.” Bulletin for Biblical Research 18 (2008): 193–207.

Larsen, Timothy. “Austen Henry Layard’s Nineveh: The Bible and Archaeology in Victorian Britain.” Journal of Religious History 33 (2009): 66–81.

Sidom

Sidom (em fenício e hebraico ṣdn, grego Σιδών, latim Sidon e árabe ṣaydā), cidade fenícia na costa libanesa. Uma das mais antigas cidades da região, é ainda um importante centro urbano.

Na Bíblia, sidônio é usado como sinônimo de fenício. A cidade coordenava a grande rede comercial fenícia, fazendo-a rica, apesar de Tiro tomar seu lugar hegemônico entre os séculos X a.C. e IV a.C.

Sidom devia sua prosperidade ao seu porto e à fabricação e comércio de mercadorias como vidro e corante púrpura. Sua frota participou das Guerras Persas. A rica cidade comercial também foi um importante centro cultural e científico.

O reino de Sidom, atestado a partir do século XIV ao III a.C., era frequentemente tributário de outras potências, como Egito, Assíria, Pérsia e Alexandre, o Grande e seus sucessores.

A cidade foi destruída muitas vezes (em 677 por Esar-hadom, em 351 por Artaxerxes). Seu último rei governou até 279 a.C., a partir de então foi governada por sufetes. Seria dominada pelos selêucidas em 198. Alcançou a independência (111 aC), depois ficou sob a influência de Roma (64 a.C.) e tornou-se colônia romana (218 d.C.).

O santuário de Bostan Eshshé (séc. VI a.C. ao século VI d.C.) era dedicado a Eshmun (Asclépio). Astarte também era cultuada na cidade.

Esmirna

Esmirna era uma cidade na costa oeste da Ásia Menor. A atual Izmir possui cerca de 4 milhões de habitantes. Ficava no final de uma importante estrada leste-oeste, possuía um excelente porto e era cercada por ricas terras agrícolas. A liderança da cidade era consistentemente leal a Roma.

Apesar de não aparecer no livro de Atos nem nos escritos paulinos, coincide com a atuação de Paulo na região. É uma das sete igrejas a qual teve cartas endereçadas por João do Apocalipse (Ap 1:11). A mensagem dirigida a Esmirna reflete o conflito entre cristãos e judeus (Ap 2:9-10).

No século II, Inácio de Antioquia visitou Esmirna e depois escreveu cartas ao seu bispo, Policarpo. Policarpo, discípulo do apóstolo João, sofreu o martírio em 155 d.C.