Faraó

Faraó, título derivado do egípcio “per-aa” (“grande casa”), designava os monarcas do Egito Antigo. Na Bíblia, o termo “faraó” aparece frequentemente associado a figuras poderosas e, por vezes, opressoras. Embora a maioria dos faraós mencionados nas Escrituras permaneçam anônimos, alguns são identificados pelo nome, como Sisaque (1Rs 14:25), Sô (2Rs 17:4), Tiraca (2Rs 19:9), Neco (2Rs 23:29) e Hofra (Jr 44:30).

Outros faraós, embora não nomeados, aparecem na Bíblia. O faraó que tentou tomar Sara, esposa de Abraão (Gn 12:15-20), o que promoveu José a governador do Egito (Gn 41:39-46), e o que oprimiu os israelitas antes do Êxodo (Êx 1-2).

O faraó do Êxodo (Êx 5-14) resistiu à vontade de Deus e a opressão do povo escolhido. As dez pragas e a abertura do Mar Vermelho marcam o confronto entre o poder divino e a autoridade terrena do faraó.

Outro faraó deu asilo a Hadade de Edom (1Rs 11:18-22). Há ainda o faraó que atacou Gaza nos dias de Jeremias (Jr 47:1).

Papiro Fuad P266

Pairo Fuad p266 ou Papyrus Fuad, é um fragmento de papiro, encontrado nas bandanas envolvendo uma múmia. Datado do século I a.C., é um dos poucos testemunhos da versão Septuaginta antes da era cristã.

Contém Deuteronômio 31:28-32,6. Apesar de grego, o nome de Deus está na forma do Tetragrama hebraico.

Foi descoberto em 1939 em Fayum, no Egito, onde havia duas sinagogas judias. Pertence ao Instituto de Papirologia do Cairo.

Politeuma judia em Heracleópolis

A politeuma dos judeus em Heracleópolis refere-se a uma comunidade judaica que viveu na cidade de Heracleópolis Magna no antigo Egito durante o período helenístico, provavelmente no século II.

Os documentos relacionados com a politeuma de Heracleópolis são datados entre o 27º e o 38º ano de um reinado desconhecido, muito provavelmente o de Ptolomeu VIII Euergetes II, que é 144/3-133/2 a.C.

A politeuma judia era uma comunidade tinha seu próprio conselho e era reconhecida pelas autoridades locais como pessoa jurídica. . Esses documentos consistem em vinte textos de papiro em grego. A politeuma de Heracleópolis era chefiada por poliarcas e arcontes, cujo número exato permanece incerto. Eles também se corresponderam com outras comunidades judaicas no Egito e na Palestina, e 16 cartas escritas por eles foram descobertas. Essas cartas, identificadas pela sigla, P.Polit.Iud, contêm informações sobre suas condições sociais e econômicas, bem como suas práticas religiosas e relações com outras comunidades. São fontes de informações valiosas sobre a vida dos judeus no Egito durante o período helenístico e suas interações com o antigo mundo mediterrâneo.

VEJA TAMBÉM

Elefantina

Papiros de Zenon

Documentos de Al-Yahudu

Bitia

Bitia, Bitiá ou Bítia, em hebraico בִּתְיָה, “filha de Deus”, não se sabe se é um nome próprio, ou uma designação honorífica dada mais tarde para salientar sua importância era maior que ser a filha do faraó

Foi a filha de Faraó que resgatou Moisés das águas do Nilo (Êxodo 2:1-10). Ela o adotou como seu filho e o criou como príncipe egípcio. Em tradições tardias, ela aparece casada com Merede, descendente de Judá (1 Crônicas 4:18), assim ligando a linhagem de Moisés à de Judá.

Lendas registradas no Talmud diz que estava em um banho de purificação contra idolatria no Nilo (comparável ao batismo e ao mikvé) (Sot. 12b). Quando suas servas se recusaram a desobedecer ao decreto real e salvar a criança israelita, seu braço alongou-se milagrosamente para que pudesse alcançar o cesto em que Moisés jazia; quando quando foi curada da lepra.

Outra lenda diz Bitia foi levada ao Paraíso durante sua vida (Midrash de Provérbios 31:15). Bitia é contada entre as 22 mulheres heroínas (Mid. Hag. to Gen. 23:1, s.v.Takom).