Sabeus

Os sabeus (grego antigo Σαβαίοι ou em hebraico סבאים) eram um antigo povo semita do sudoeste da Península Arábica , onde hoje é o Iêmen.

No Antigo Testamento, os sabeus aparecem como negociantes de incenso (Jr 6:20, Isa 60:6, cf. Gn 25:1-6, Joel 4:8). É famosa a visita da Rainha de Sabá a Salomão (1 Reis 10:1-13, 2 Cr 9:1-12). Os sabeus seriam um dos povos que atacaram Jó (Jó 1:15; 6:19).

A civilização de Sabá emergiu na Idade do Ferro. Alguns estudiosos pensam o estado sabeu surgiu por volta de 1200 a.C., enquanto as pesquisas mais recentes apontam para c. 800 a.C. O Império Sabeu durou até 275 d.C., quando foram dominados pelos estados himiaritas, também do Iêmen.

Nos anais dos assírios, os sabeus são mencionados pela primeira vez em 730 aC. Os gregos conheciam os sabeus como comerciantes de incenso e mirra.

A língua comum dos sabeus e himiaritas era o sabaeu, um dialeto do antigo árabe do sul. O antigo árabe do sul foi largamente falado no sudoeste da Península Arábica até o século X, sendo relacionado com as línguas etíopes. É atestado com cerca de 6.000 inscrições. Seus únicos remanescentes contemporâneos são as línguas razihi e faifi faladas no noroeste do Iêmen.

Salomão

Salomão (hebraico שְׁלֹמֹֹה – shelomo, paz; grego: Σολομών) foi filho de Bet-seba e Davi e seu sucessor como rei, cujas sabedoria e riqueza se tornaram notórias.

Durante seu reinado a nação unida de Israel teria sido forte e próspera, graças à sua habilidade diplomática e econômica, sem necessidade de guerras.

Segundo o relato bíblico Salomão engajou-se em uma diplomacia matrimonial, casando-se com setecentas filhas de reis (além de trezentas concubinas).

Esta estabilidade com os estados vizinhos proporcionou a chance de explorar as vantagens geográficas, intermediando o comércio entre a África e a Ásia. Desse modo, acumulou enormes quantidades de ouro e prata. Com a riqueza, construiu um templo em Jerusalém, no qual colocou a arca, fortalecendo a cidade como centro religioso e capital da nação.

2 Samuel

O livro de 2 Samuel continua a narrativa da emergência da monarquia unida de Israel. O foco é na pessoa, aventura e ascenção política de Davi. Em perspectiva de sua narrativa teológica, a queda da Casa de Saul — creditada a uma séries de erros e transgressões — serve de prólogo para o estabelecimento de Sião como local de culto a Deus e sua perpétua aliança com a Casa de Davi, apesar de suas transgressões.

Davi é registrado como uma candura e amor sincero, mesmo para com a Casa de Saul que o perseguiu, mas apresenta um lado ímpio nas maquinações que levaram à morte de Urias e seu relacionamento com Betseba.

O livro de 2 Samuel provavelmente fazia parte integral da coleção que é o livro de 1 Samuel e, talvez, da mesma coleção com os livros dos Reis. Esses quatro livros na versão grega antiga (Septuaginta) são chamados de quatro Livros dos Reinados.