Livros desaparecidos

Livros com títulos distintos citados no Antigo Testamento, mas que desapareceram:

Livros Desaparecidos do Antigo Testamento:

  • Livro do Concerto (Êxodo 24:7)
  • Livro das Guerras do Senhor (Números 21:14)
  • Livro de Jaser ou do Justo (Josué 10:13, 2 Samuel 1:18)
  • Livro dos Cânticos (1 Reis 8:12-13 LXX)
  • Crônicas dos Reis de Judá e Israel (1 Reis 14:19, 14:29, 16:20)
  • Livro de Semaías e (midrash) visões de Ido (2 Crônicas 9:29, 12:15, 13:22)
  • Direito do Reino (1 Samuel 10:25)
  • Atos de Salomão (1 Reis 11:41)
  • Anais de Davi (1 Crônicas 27:24)
  • Crônicas de Samuel, o vidente (1 Crônicas 29:29)
  • Crônicas de Natã, o profeta (1 Crônicas 29:29; 2 Crônicas 9:29)
  • Crônicas de Gade, o vidente (1 Crônicas 29:29)
  • Profecia de Aías (2 Crônicas 9:29)
  • Livro dos Reis de Judá e Israel (2 Crônicas 16:11, 2 Crônicas 27:7, 2 Crônicas 32:32)
  • Livros (midrash) dos Reis (2 Crônicas 24:27)
  • Crônicas de Jeú (2 Crônicas 20:34)
  • Atos de Uzias (2 Crônicas 26:22)
  • Visão de Isaías (2 Crônicas 32:32)
  • Atos dos Reis de Israel (2 Crônicas 33:18)
  • Livros dos Videntes (2 Crônicas 33:19)
  • Lamentos por Josias (2 Crônicas 35:25)
  • Crônicas de Assuero (Ester 2:23, 6:1, 10:2, Neemias 12:23)

Razões para o Desaparecimento:

Um livro que não era copiado simplesmente se deteriorava. Um papiro durava em média 30 anos de uso e um pergaminho quase um século. Textos que não foram canonizados para o uso no culto e na vida religiosa, mesmo que fossem fontes, eram demasiados custosos para serem copiados e mantidos.

Guerras também contribuíram para as perdas. Há tradições de que coleções de livros sagrados foram destruídas na Queda de Jerusalém (século VI a.C.), na Guerra dos Macabeus (c.164 a.C.) e nas revoltas judaicas de 68-70 d.C. e dos meados do século II d.C.

Provavelmente, muito do conteúdo desses livros sobreviveu incorporado aos textos bíblicos, especialmente nos livros que se referiram a eles.

Livros Desaparecidos do Novo Testamento:

No Novo Testamento, há alusões a obras desaparecidas:

Um livro que não era copiado simplesmente se deteriorava. Um papiro durava em média 30 anos de uso e um pergaminho quase um século. Textos que não foram canonizados para o uso no culto e na vida religiosa, mesmo que fossem fontes, eram demasiados custosos para serem copiados e mantidos.

Guerras também contribuíram para as perdas. Há tradições de que as coleções de livros sagrados foram destruídos na Queda de Jerusalém (século VI a.C.), na Guerra dos Macabeus (c.164 a.C.) e nas revoltas judaicas de 68-70 d.C. e dos meados do século II d.C.

Provavelmente muito do conteúdo desses livros sobreviveu incorporado aos textos bíblicos, especialmente nos livros que referiram sobre eles.

No Novo Testamento há alusões a obras desaparecidas:

  • 3 Coríntios (1 Coríntios 5:9; 7:1)
  • Epístola prévia aos Efésios (Efésios 3:3)
  • Epístola aos Laodicenses (Colossenses 4:16)
  • Obra desconhecida (Mateus 2:23)
  • Obra desconhecida sobre o Gênesis (1 Coríntios 15:45)
  • Obra desconhecida (1 Coríntios 2:9)
  • Obra desconhecida (Lucas 24:46)
  • Obra desconhecida (Marcos 9:12)

Apócrifa

Grupo de livros ou partes de livros que eram aceitos como sagrados e dotados de autoridade somente por algumas comunidades, sobretudo de língua grega, no período do Segundo Templo. Foram integrados à Septuaginta e incluídos com ressalvas na Vulgata latina por Jerônimo. No Renascimento, com o advento das edições impressas, da Reforma e avanços da filologia bíblica sua canonicidade era questionada. O protestantismo aderiu ao cânone menor, similar ao da Bíblia Hebraica mantida pelos judeus, enquanto os católicos romanos sancionaram os deuterocanônicos nos concílios de Florença (1442) e Trento (1545 – 1563).

Cristãos ortodoxos gregos e católicos romanos os consideram canônicos sob a designação de deuterocanônicos. Para o protestantismo, judaísmo rabínico, caraísmo e samaritanismo não são considerados canônicos, embora sirvam como fontes históricas ou literárias.

Deuterocanônicos católicos e ortodoxos (grego e eslavônico)
Tobias
Judite
Adições ao livro de Ester (Ester 10-6)
Sabedoria de Salomão
Eclesiástico (Sabedoria de Jesus, o Filho de Siraque, Sirácida)
Baruque
Carta de Jeremias (Baruque 6)
As Adições ao Livro de Daniel (Daniel 3:24-90; 13-14)
Oração de Azarias e a Canção dos Três Judeus
Susanna
Bel e o Dragão
1 Macabeus
2 Macabeus

Deuterocanônicos gregos e eslavônicos; não no cânon católico romano
1 Esdras (= 2 Esdras eslavônico = 3 Esdras em apêndice na Vulgata)
Oração de Manassés (no Apêndice da Vulgata)
Salmo 151
3 Macabeus

Em apêndice no cânone eslavônico, não no grego, em apêndice na Vulgata
4 Macabeus

Em apêndice no cânon grego
2 Esdras (= 3 Esdras em eslavônico = 4 Esdras em apêndice na Vulgata)

Outros livros de aceitação limitada (como nos cânones armênio, etíope, georgiano e algumas recensões da Vulgata) ou rejeitados são referidos como pseudoepígrafa. Adicionalmente, obras que reescrevem os livros canônicos são chamados de literatura parabíblica.

Abadom

Abadom, em hebraico אֲבַדּוֹן‎ “destruição”; em grego Apolion Ἀπολλύων. Também traduzido como “perdição”.

Personificação do conceito de destruição, especialmente do caos do sheol, o domínio dos mortos, o “anjo do abismo” (Ap 9:11).

CONCORDÂNCIA

Jó 28:22: A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
Jó 31:12: Porque é fogo que consome até à perdição e desarraigaria toda a minha renda.
Jó 26:6: O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição.
Salmos 88:11: Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição?
Provérbios 15:11: O inferno e a perdição estão perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens!
Provérbios 27:20: O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.

Apocalipse 9:11: E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego, Apoliom.

Aarão

Em hebraico אַהֲרֹן‎ e em grego Ααρών. Significado e etimologia incertos, talvez do egípcio “leão guerreiro” ou da raíz semítica hr “montanha”.

Sacerdote do período do êxodo, irmão de Moisés e Miriam.

Nos livros de Êxodo e Números é o colaborador de Moisés nos eventos da saída do Egito e peregrinação no Sinai. Aparece como um profeta (Êx 7:1) e porta-voz (Êx 4:16; Êx 16:9; 14:26-28). Frequentemente referido como sacerdote, aperece uma vez como Aarão, o levita (Êx 4:14).

Filho de Anrão e Joquebede (Êx 6:20), da tribo de Levi (1 Cr 6:1-3). Nasceu no Egito antes de seu irmão Moisés, e alguns anos depois de sua irmã Miriam (Êx 2:1,4; 7:7). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da tribo de Judá. Seus quatro filhos foram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar (Êx 6:23). Seria o ancestral dos aarônidas, linhagem de sacerdotes que ganhou proeminência em Jerusalém após o exílio (Êx 28:1; 6:22-27; Nm 8:1-7; 1 Cr 24:1-19).

A morte de Aarão, antes de os israelitas cruzarem o rio Jordão, teria sido no Monte Hor (Nm 20:23-29; 33:38) ou em Mosserá (Dt 10:6; 32:50). De acordo com uma tradição árabe, o túmulo de Aarão está em Jabal Harun (árabe “Montanha de Aarão”), perto de Petra, na Jordânia.

A vara de Aarão serviu para sinais prodigiosos no Egito, em vários episódios da peregrinação do Sinai, na confirmação de Aarão como sacerdote depois da rebelião de Corá (Nm 17:8-10). Teria sido depositada dentro da arca, junto das tábuas da Lei e um recipiente com o maná (Nm 17:10; Hb 9:4).

A barba de Aarão é aludida em Salmos 133:1-3 em um símile e paranomásia com o orvalho do Monte Hermon para conotar a união entre irmãos.


COMO REFERENCIAR

ALVES, Leonardo Marcondes (ed.). Aarão. Círculo de Cultura Bíblica, 2021. Disponível em:  https://circulodeculturabiblica.org/2021/07/02/aarao/ Acesso em: 04 jul. 2021.

Vindicação

A vindicação é um tema bíblico que descreve a ação de Deus em retificar o status de seu povo, demonstrando publicamente que eles têm um relacionamento especial com Ele. O termo significa justificar, defender ou provar a inocência de alguém, especialmente diante de acusações falsas ou calúnias. No contexto das Escrituras, a vindicação é tanto motivo de esperança para o povo de Deus quanto de temor para os que estão contra Ele.

A vindicação divina frequentemente está relacionada à santidade do nome de Deus. (Êxodo 20:7; Deuteronômio 5:12). Essa advertência se reflete em passagens como Ezequiel 36:22-24. Mesmo quando Israel foi levado ao cativeiro, Deus prometeu vindicar seu nome e trazer o povo de volta:
“Quando eu os tiver trazido de volta dentre os povos e os tiver reunido das terras de seus inimigos, e eu tiver mostrado, por meio deles, a minha santidade diante de muitas nações” (Ezequiel 39:27).

Além do nome de Deus, a vindicação é prometida ao seu povo diante de seus inimigos. Por exemplo, Isaías 50:8 declara: “Aquele que me justifica está perto; quem contenderá comigo? Apresentemo-nos juntos. Quem é meu adversário? Que se aproxime de mim.” Jesus reforça essa promessa em Mateus 5:11-12.

Os seguidores de Cristo são encorajados a confiar na justiça divina, como Paulo escreveu (Romanos 12:19).

O salmista também clama pela vindicação de Deus: “O Senhor é um Deus que se vinga. Ó Deus que se vinga, resplandeça!” (Salmo 94:1).

As Escrituras estão repletas de exemplos de pessoas clamando por vindicação:

  • Davi, perseguido por Saul, declara: “O Senhor, porém, será o juiz e me fará justiça” (1 Samuel 24:15).
  • Jó, acusado injustamente por seus amigos, é finalmente vindicado por Deus (Jó 42:7-9).
  • Indivíduos frequentemente clamam a Deus por vindicação diante de seus adversários (Salmos 17, 26, 35, 54, 143; Isaías 50:8; Miquéias 7:8-10).
  • Deus vindica Israel contra as nações que o oprimem (Deuteronômio 32:36; Salmos 98; 135; Isaías 34:8; 54:17; 62:1-2; 63:1; Jeremias 51:10).
  • No Evangelho de Lucas, encontra-se a promessa de que Deus vindicará aqueles que clamam a Ele dia e noite (Lucas 18:7) e a história do publicano que saiu do templo justificado à luz de seu arrependimento e contrição (Lucas 18:14).
  • O “Servo Sofredor” em Isaías 53 é um exemplo messiânico de vindicação.

Nos Evangelhos (Mateus 8:11-12; Lucas 13:28-30; Mateus 22:1-10; Lucas 14:15-24), Jesus utiliza imagens de banquetes para descrever a vindicação final do povo de Deus. A imagem de banquetes é utilizada como exemplo poético da vindicação que aguarda o povo de Deus, como descrito no Antigo Testamento (Isaías 25; Ezequiel 39:17-28), culminando no “banquete das bodas do Cordeiro” em Apocalipse 19.